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Associados avaliam Assembleia da Cooperativa Languiru

Associados saíram por volta das 13h20 da assembleia / Crédito: Eduarda Wenzel

Cerca de 730 associados da Cooperativa Languiru estiveram reunidos em Assembleia Geral Ordinária na manhã desta quinta-feira (30/3), na Associação de Funcionários da Languiru, em Teutônia. Por volta das 12h30 finalizou o processo de apresentação, discussão e votação das contas do exercício de 2022. As contas foram aprovadas por maioria – cerca de 90% dos presentes levantaram o cartão azul. Os associados saíram pelas 13h10, com todos os itens da assembleia aprovados por maioria, inclusive a autorização para a cooperativa fazer sociedades comerciais e/ou civis com outras empresas.

Após a reunião associados saíram comentando sobre as aprovações e também sobre os debates que tiveram. “As contas, uma das pautas, foram aprovadas para dar continuidade com os negócios das empresas chinesas para elas entrarem na Languiru. Se não fossem aprovados, daí os chineses não poderiam continuar. Para nós associados acredito que vai ser uma oportunidade de crescimento, se não fosse aprovado acho que iríamos fali”, relata um associado e produtor de bovinos.

Um produtor de leite, que saiu feliz da reunião, diz que valeu a pena ir no encontro e tirar as dúvidas. “Foi muito bom, além de mostrarem os números, também votamos para reduzir o salário do presidente e vice pela metade. Do presidente parece que era R$ 39 mil”, expõe.

Uma associada e produtora de leite enfatiza que é uma boa alternativa fazer reduções nos salários, em especial de quem está na presidência da cooperativa. “Eu acho que se a Languiru tá nesse patamar ruim, é uma ótima ideia reduzir o salário de todo conselho.” Além disso, sobre as negociações com a China ela diz que só o tempo poderá dizer se foi uma boa saída. “Agora temos que ser fortes”, acrescenta.

Produtora do setor de suínos, Lisane, ficou até o fim da assembleia e participou de todas as votações. “Eu tinha medo de ser uma assembleia tumultuada, mas foi bem tranquila. Valeu a pena.” Sobre as possíveis parcerias da Languiru ela observa que parecia ser a única opção no momento.

Alice, outra produtora de suínos, que esteve participando das manifestações na última semana, lamenta que a cooperativa chegou nesta situação. “A gente pergunta alguma coisa e a respostas vem de advogados e nós associados não estamos no mesmo nível de um advogado para responder e questionar no mesmo nível. Eu acho uma grande covardia com os produtores que não conseguem entender direito e nem se defender.” Já do assunto sobre as vendas, Alice ressalta não tem embasamento para ser a favor ou contra, até o momento. “Tudo tem que ser avaliado por alguém que tenha conhecimento de comércio exterior”, conclui.

SEM DIREITO DE VOTO

Na metade da manhã dois associados e produtores, que não se identificaram, saíram chateados da assembleia, pois participaram da cooperativa durante o ano de 2022, ano que era pautado na reunião, mas não puderam votar. “Isso não está certo, porque mesmo que neste ano eu não serei associada, no ano passado fui e a história das contas é exatamente de 2022. Eu sei que no próximo ano não tenho direito, mas neste eu ainda deveria”, pontua uma produtora de leite e suínos.

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