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Carlos Ranzi é pré-candidato a deputado federal pelo MDB

Carlos Eduardo Ranzi / Crédito: Lucas Leandro Brune

Vereador de Lajeado por três mandatos, Carlos Eduardo Ranzi (MDB) foi candidato a prefeito nas eleições municipais de 2024 e fez 19.932 votos, ficando em segundo lugar com 43,61%. Atual presidente municipal do partido, Ranzi consolidou-se como uma das principais lideranças do MDB na região. Em dezembro de 2025, recebeu apoio do atual vice-governador e pré-candidato a governador do Estado, Gabriel Souza, para concorrer a uma vaga na Câmara de Deputados nas eleições deste ano. Com isso, oficializou-se pré-candidato a deputado federal.

Grupo Popular – Quais são suas principais bandeiras para o Vale?

Carlos Eduardo Ranzi – Fui convidado pelo vice-governador, Gabriel Souza, que disse: ‘Tu és um cara que desponta no Vale do Taquari’. Principalmente porque não existiam nomes na região à disposição para concorrer a deputado federal. Vemos hoje uma realidade onde para deputados estaduais já existe uma quantidade significativa de nomes, mas para deputado federal, que é alguém que vai estar lá em Brasília, que vai tentar trazer recursos para a nossa região, não tem outros nomes senão o meu se apresentando.

GP – Qual o principal argumento para convencer o eleitor a apostar em uma candidatura local?

Ranzi – Esse recado ele vai principalmente para os gestores dos municípios do Vale: o que é melhor, termos alguém olhando para a região como segunda, terceira, quarta opção, ou quem vai olhar para nós como primeira opção do destino dos recursos? Lá, óbvio, é um trabalho de legislativo, mas existem as emendas parlamentares, e elas têm vindo para cá, mas não como primeira opção. É uma realidade inegável que quem ocupa os cargos hoje direciona muito mais recursos para as suas próprias regiões.

GP – Com base na sua experiência no Legislativo municipal, quais pilares devem nortear o trabalho de um deputado em Brasília?

Ranzi – Se quem está lá não representar a comunidade, não faz sentido ocupar a cadeira. Além disso, eu tenho uma característica que é a transparência. Em nível federal, tem muita informação que poderia trazer recurso para os nossos municípios e acaba não acontecendo. As emendas parlamentares são uma pequena parte do processo. Existem projetos que devem ser apresentados para que o recurso venha de outras maneiras.

GP – Qual o potencial de votação para a sua candidatura dentro desse novo contexto do MDB?

Ranzi – [Com a saída de Osmar Terra e Márcio Biolchi do pleito], há cerca de 300 mil votos órfãos nessa eleição em relação a 2022 no Vale do Taquari, o que dá em torno de 33.000 votos só de pessoas que não estão concorrendo. Quem for votar vai ter que escolher um novo candidato. O apelo de uma candidatura local é sempre maior. A gente acredita que o cenário total ali ele possa considerar em torno de uns 60, 70.000 votos. A nossa arrancada aqui tem que ser gigantesca e forte. O munícipe do Vale do Taquari tem que querer que nós tenhamos o nosso representante.

GP – Quais são suas propostas para saúde e infraestrutura?

Ranzi – Ter novas opções de pontes é fundamental e temos que trabalhar para termos várias. Quanto à saúde, precisamos trazer recursos para cá. Nós temos o caso de Teutônia, o Hospital Ouro Branco, que é o único de todas as cidades de médio e grande porte da região a não ter alta complexidade. Essas bandeiras um deputado federal também deve abraçar.

GP – Qual o seu compromisso central com a região caso seja eleito?

Ranzi – O mote é: o Vale do Taquari em primeiro lugar. Olhar para a nossa região como primeiro destinatário de todos os esforços. Temos uma região próspera, que cresce, mas também muito carente de recursos. Utilizamos bem os que temos, mas existem muitos fora daqui e precisamos de alguém lá que vá trazê-los. Me disponibilizar para isso é uma missão de vida, enche o coração de orgulho.

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