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Lajeadense retorna ao Brasil após fechamento do espaço aéreo devido aos ataques dos EUA contra Irã

Crédito: AP_Elifas de Vargas

O lajeadense Elifas de Vargas estava entre os passageiros do voo da Emirates que precisou retornar ao Brasil na madrugada deste sábado (28/2), após o fechamento do espaço aéreo em Dubai em razão de ataques militares no Oriente Médio. O grupo, formado por cerca de 20 a 25 empresários, embarcou em São Paulo para uma missão empresarial que teria como destino final o Japão. A programação previa uma parada estratégica nos Emirados Árabes Unidos.

“Então vamos lá. A gente estava indo para Dubai. Iremos fazer uma missão empresarial de dois dias e depois seguiríamos para Tóquio no Japão onde participaríamos das maiores feiras de varejo de inovação e tecnologia que acontece em Tóquio. Passaríamos mais algum dia com algumas missões visitando varejo local”, relatou.

Segundo ele, o grupo se reuniu na manhã do dia 27, em São Paulo, e o voo partiu à 1h30 do dia 28. Até a metade do trajeto, tudo ocorria normalmente. “Estava tudo normal tudo tranquilo. Muito tranquilo um voo inclusive muito bom nunca tinha voado de Emirates achei fantástico atendimento aeronave que é gigante enfim muito confortável mesmo”, contou.

A mudança ocorreu após cerca de sete horas de voo, tudo estava ocorrendo tranquilamente quando o uma mensagem estranha do piloto por enviada ao passageiros: “ele usava um tom bem forte dizendo que infelizmente o espaço aéreo de Dubai ele foi fechado devido a explosões e a gente tem que voltar para o Brasil mais informações estariam em breve.”

A comunicação gerou apreensão entre os passageiros. Muitos passaram a acompanhar notícias internacionais pelas telas individuais da aeronave.“Prontamente, eu e mais algumas pessoas ali do nosso grupo acessamos esse play de treinamento e vimos que os Estados Unidos tinha atacado o Irã e que então também estava sendo fechado todo o espaço aéreo dali.”

O grupo também acompanhou pelo mapa de rota o momento em que o avião realizou a manobra de retorno. De acordo com Elifas, o retorno ocorreu em um momento decisivo.

“Se tivesse demorado mais 30 minutos provavelmente ele teria que descer por ali porque não teria combustível suficiente para voltar para o Brasil como aconteceu com uma pessoa que saiu mais cedo ela teve que descer em Cairo que até agora inclusive eles ainda estão todos entre aspas presos no Cairo no Egito para poder voltar de volta para o Brasil.”

Ele define o episódio como inesperado e impactante. “Então foi um livramento muito grande a gente ainda tá entendendo porque é muito engraçado a gente tá dentro de um voo que a gente estava esperando chegar num horário em um país e voltamos para o de origem. E a gravidade agora a gente tá cada vez mais assumindo e vendo o que tá acontecendo.”

Dois colegas que viajaram um dia antes seguem em Dubai, ambos estão bem. Com o agravamento da tensão na região, a missão empresarial foi cancelada.“Infelizmente né todo esse nosso percurso que nós teríamos de missão ela foi cancelada porque para conseguirmos ir para o Japão por outro lado teríamos que ir pelos Estados Unidos e foi recomendado que em função da tensão seria melhor a gente por enquanto dar um standby e voltar com essa missão no segundo semestre.”

Além da Emirates, voos da Qatar Airways também foram impactados pelo fechamento do espaço aéreo na região, com retornos e cancelamentos ao longo do dia.

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