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Motoristas fazem fila em postos por temor à falta de combustível

Motoristas fazem fila em postos por temor à falta de combustível

Em Teutônia, motoristas fizeram filas nos postos, após mensagens em grupos do Whatsapp divulgarem supostos desabastecimentos. Foto: Ederson da Rocha

Informações repassadas em grupos do Whatsapp do Vale do Taquari provocaram correria aos postos de combustíveis da região na tarde de hoje (10/3). Filas se formaram em diferentes estabelecimentos. Parte dos postos limitou a venda a R$ 100 por cliente, enquanto outros tiveram seus estoques esvaziados. 

Apesar da alta procura, não há relatos de falta de combustíveis nas distribuidoras que atuam no Rio Grande do Sul. De acordo com a Sulpetro, as distribuidoras têm estoques suficientes para atender seus contratados, mas o aumento da demanda preocupa e pode gerar problemas. Conforme a entidade que representa as revendas, a falta de gasolina ocorre apenas em casos pontuais e para postos que não possuem convênio. 

De acordo com o gestor de uma rede de postos com atuação no Vale do Taquari, o próprio alarmismo acaba provocando o desabastecimento. “Como as pessoas estão alarmadas e fazendo fila, não tem quantidade suficiente nos postos para atender essa demanda inesperada”, relata. 

Nas mensagens das redes sociais, o suposto desabastecimento é justificado pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. O fechamento do estreito de Ormuz, corredor logístico marítimo responsável por transportar 20% de todo o petróleo produzido no mundo, provocou alta nos preços do petróleo. 

O barril do óleo tipo Brent, mais utilizado, ultrapassou os US$ 100 no domingo, mas caiu no início desta semana, sendo cotado a US$ 85 nesta terça-feira. Antes do ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, a cotação média era de US$ 65. 

Governo pede investigação 

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) solicitou nesta terça-feira (10/03) que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analise aumentos nos preços da gasolina e do diesel em diferentes regiões do país. A investigação foi pedida porque os aumentos ocorreram mesmo sem reajustes anunciados pela Petrobras, principal fornecedora de combustíveis do mercado brasileiro. 

Também há a desconfiança de que parte das distribuidoras está limitando o envio de combustíveis no aguardo de aumentos por parte da Petrobras. “A Petrobras, maior produtora nacional de petróleo e responsável pelo abastecimento da maior parte do mercado interno, não anunciou até agora qualquer reajuste nos preços de suas refinarias”, diz ofício da Senacon.  

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