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Teutônia projeta envolvimento de até 10 mil pessoas com retomada do esporte

Schwarz (e) e Machado participaram do Espaço Aberto - Crédito: Lucas Leandro Brune

A Secretaria Municipal da Juventude, Esporte, Lazer e Cultura de Teutônia lançou um cronograma esportivo para 2026 com foco na valorização das comunidades e no resgate de modalidades tradicionais. A iniciativa integra o projeto Ativa Teutônia, que prevê competições, torneios e ações de integração ao longo do ano.

A proposta parte de um diagnóstico: clubes e práticas esportivas perderam força recentemente. A partir disso, o município aposta na reativação dessas estruturas. “Temos um projeto para este e os próximos anos. O Ativa Teutônia 2026 vai movimentar pessoas e conectar comunidades. É um resgate dos clubes que estão parados”, afirma Ronaldo Machado, membro da organização.

Dentro desse contexto, o planejamento reúne nove modalidades: bolão, bocha, futevôlei, futsal, canastra, vôlei, padel, câmbio e ações inclusivas, em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

“Pensamos em modalidades que resgatam as comunidades e em esportes em alta. A ideia é ativar o município e retomar atividades da secretaria”, destaca Lucas Schwarz, que também faz parte da organização.

O calendário já inicia com duas competições. O Campeonato Municipal de Bolão começa no dia 7 de abril com oito equipes – quatro masculinas e quatro femininas – e segue até julho. Logo na sequência, a bocha abre disputa em 11 de abril, também com oito times.

A construção das competições ocorre em diálogo com quem vive o esporte no dia a dia. A organização alinha formatos e decisões com praticantes e lideranças locais. “Sempre partimos do pressuposto de ouvir quem entende e pratica. Essas pessoas sabem o que funciona e o que pode melhorar”, ressalta Schwarz.

Essa lógica também orienta outro eixo do projeto: a utilização de espaços já existentes no interior e nos bairros. A intenção é dar vida a ginásios e estruturas comunitárias, mas com critérios definidos. “Queremos movimentar essas comunidades, mas com responsabilidade, avaliar segurança para garantir condições adequadas para a prática esportiva”, pontua Machado.

No futsal, a proposta segue a mesma linha de resgate e ganha exemplos práticos dentro do município. A ideia é recolocar clubes tradicionais no centro da competição, inclusive com a possibilidade de retorno de equipes como Linha Clara, Catarinense, União de Linha Germano e Fluminense de Harmonia.

“Nossa ideia é resgatar os clubes. Sabemos da importância dos grupos, mas queremos trazer de volta a identidade, a camiseta e o vínculo com a comunidade”, afirma Schwarz.

O formato ainda não está definido. A organização prefere avançar com base no diálogo. “Não tem receita pronta. Vamos ouvir as localidades e, a partir disso, construir uma competição organizada e saudável”, acrescenta.

Esse movimento abre caminho para um objetivo maior: a retomada do futebol de campo. O entendimento é de que o futsal pode servir como base para reorganizar as comunidades e formar novos grupos. “Tudo isso prepara a estrada para o retorno do campo. A ideia é começar estruturado no futsal e evoluir com o tempo”, projeta Ronaldo.

O projeto também permanece aberto a novas ideias. A secretaria incentiva a participação da população na construção do calendário. “Se algum munícipe quiser trazer um esporte, pode procurar a secretaria. Estamos disponíveis para ouvir e construir junto”, reforça Schwarz.

Com essa estrutura, a estimativa é envolver cerca de 10 mil pessoas direta e indiretamente ao longo do ano. O número representa uma parcela significativa da população e reforça o papel do esporte como ferramenta de integração.

“É muita gente, algo entre 30% e 35% do município. Queremos mostrar que existe planejamento, com início e objetivo definidos”, conclui Machado.

Assista à entrevista:

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