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Polícia investiga adulteração de carne destinada à merenda escolar na região

Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga um caso de adulteração de alimentos destinados à merenda escolar em municípios do Vale do Taquari e da Serra Gaúcha. No mês de março, a delegacia de Teutônia foi procurada por agentes da vigilância sanitária do município após uma denúncia recebida por meio da Ouvidoria, indicando que uma empresa de Paverama estaria adulterando carne moída bovina fornecida a escolas e creches.

De acordo com as informações, o produto teria adição de miúdos de frango, carne suína e água. A empresa seria responsável pelo fornecimento de alimentos para instituições de ensino em municípios como Teutônia, Paverama, Westfália, Estrela e Fazenda Vilanova, além de outras cidades da região e também da Serra Gaúcha.

Após diligências preliminares, especialmente a coleta de amostra de carne moída em uma escola de Teutônia, a análise laboratorial confirmou a presença de DNA de frango no produto, o que deu credibilidade à denúncia. Com base nesses indícios, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (29/4), com a participação de fiscais da Vigilância Sanitária, do Instituto-Geral de Perícias e de integrantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

Durante o cumprimento da ordem judicial, os agentes constataram a veracidade das informações. No local, foram encontradas caixas contendo moela, água e cortes de carne, aparentemente suína, sendo processados no mesmo moedor utilizado para carne bovina. Após o preparo, o produto era embalado para distribuição, e parte da produção já estava carregada em dois caminhões, que tinham como destino escolas dos municípios de Teutônia e Cruzeiro do Sul.

Amostras foram recolhidas para novas análises laboratoriais, enquanto o restante da carne moída foi apreendido, ficando proibida sua comercialização ou fornecimento até a conclusão dos laudos. Conforme a Polícia Civil, não foram verificadas, de forma preliminar, irregularidades em outros produtos fornecidos pela empresa. Ao final da investigação, os responsáveis poderão responder por crimes contra as relações de consumo e por adulteração de produtos alimentícios.

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