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Vinícius Christ destaca trajetória no direito e na proteção intelectual

Vinícius Christ / Crédito: Reprodução YouTube

O advogado Vinícius Christ construiu a trajetória profissional a partir de um desafio comum a muitos jovens recém-formados: iniciar a carreira sem clientes e sem garantias de estabilidade. Ao lado da esposa, a também advogada Camila Brunetto, ele fundou o escritório Brunetto & Christ Advogados com apoio familiar, planejamento e disposição para empreender do zero.

Com o passar dos anos, a atuação jurídica revelou a demanda crescente entre empresários do Vale do Taquari diante da necessidade e proteger marcas e ativos intelectuais. A partir dessa percepção nasceu a Marcauten, empresa especializada em registro de marcas. Em entrevista ao Grupo Popular, Christ destacou que a proteção intelectual deixou de ser um tema restrito às grandes empresas para se tornar uma necessidade também entre pequenos negócios e empreendedores locais.

Grupo Popular – Quem é o Vinícius Christ e qual foi sua trajetória até chegar à Marcauten?

Vinícius Crist – Sou advogado e natural de Teutônia. Fiz o curso de Direito na Univates e, quando a gente sai da graduação, encontra um mundo de possibilidades dentro da profissão. Eu e minha esposa, Camila Brunetto, que também é advogada, abrimos o escritório Brunetto & Christ Advogados, que temos até hoje. Durante essa trajetória na advocacia, a gente vai se especializando e aprofundando as áreas com as quais mais se identifica. Foi justamente nesse processo que percebemos uma demanda crescente na área de propriedade intelectual que ainda não estava sendo suprida aqui na região.

GP – Como foi o início do escritório de advocacia?

Christ – Saí da faculdade e fui trabalhar em outro escritório de advocacia. A Camila também trabalhava lá. Foi lá que a gente se conheceu. Com o tempo, amadurecemos a ideia de seguir juntos na carreira. Quando abrimos o escritório, era um desafio muito grande. Começamos literalmente do zero, sem nenhum cliente. As contas estavam ali e não havia garantia alguma. Tivemos muito apoio dos pais, tanto os da Camila quanto os meus. Todo mundo ajudou. A Camila vendeu o carro, fizemos móveis sob medida para a sala e, quando nos aventuramos no negócio, foi com muita força de vontade para dar certo.

GP – Qual o principal desafio desse começo?

Christ – O Direito é uma profissão baseada em confiança. Tu precisa construir teu nome no mercado, e isso não é fácil. Além disso, não é como se o advogado pudesse fazer propaganda em qualquer lugar. Existe todo um regramento da OAB sobre a forma de se posicionar perante o público. O desafio era justamente entender como evoluir dentro dessas limitações. Além disso, sempre surgem demandas novas, e o profissional precisa estar preparado. Muitas vezes, a gestão de um escritório está relacionada a buscar novas oportunidades e soluções para o cliente, situações que às vezes ele nem sabe que possui.

GP – Qual é a importância de integrar a OAB ou participar de coletivos?

Christ – Quando saímos da graduação, precisamos passar pelo Exame da Ordem para poder advogar. A OAB tem um papel muito importante de assegurar a sociedade de que aquele profissional está minimamente habilitado para exercer a advocacia. Quando o advogado se forma, surgem muitas dúvidas, e a OAB é uma porta de acolhimento. Existem vários programas internos de qualificação e especialização. A gente sempre diz que a OAB é importante para quem está começando, tanto pelo apoio quanto pela fiscalização. Ela é esse elo entre o advogado e a sociedade, tanto na fiscalização quanto na regulamentação profissional.

GP – Quanto à Marcauten, como vocês perceberam esse nicho de mercado?

Christ – A oportunidade surgiu dentro das nossas próprias atuações. Clientes e amigos começaram a comentar sobre a necessidade de proteger a marca das suas empresas. O escritório de advocacia atua mais no litígio e na consultoria jurídica tradicional. A Marcauten surgiu justamente para atender esse outro lado da proteção intelectual. Unimos essa expertise e criamos a Marcauten como uma empresa mais dinâmica, especializada exclusivamente nessa área. Optamos por trabalhar com essas duas frentes de negócio.

GP – O que o empresário precisa saber em relação à propriedade intelectual?

Christ – Vou trazer um exemplo. Estamos próximos da Festa de Maio, em Teutônia. Imagina o pavilhão com 200 expositores. Se todos os estandes fossem brancos, o que diferenciaria o estande A do B? É justamente por isso que existe a proteção de marca, para que o consumidor reconheça aquela empresa e se familiarize com ela. O objetivo é evitar que outra utilize a mesma marca, o mesmo serviço ou elementos tão parecidos que acabem confundindo o consumidor.

GP – Anos atrás, era um processo demorado e caro. Isso mudou?

Christ – Bastante. Só no ano passado entraram cerca de 500 mil novos pedidos de registro de marca no Brasil. O prazo médio hoje gira em torno de 24 meses. Para microempresas e empresas de pequeno porte, a taxa do pedido fica em torno de R$ 440 para garantir uma proteção de 10 anos. É um valor baixo se compararmos com a segurança que traz. Com a marca registrada, o empresário consegue atuar com tranquilidade e tem respaldo caso surja alguém utilizando algo semelhante.

Assista à entrevista

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