O CT Mão de Pedra viveu fim de semana de saldo cheio dentro e fora do ringue. Vinícius Rieger conquistou o cinturão estadual de Muay Thai na categoria até 71 quilos, Henrique Klamt venceu sua luta de boxe no X-Fest, e o treinador, Dirlei Broenstrup “Mão de Pedra”, ainda confirmou a assinatura de Glaudir dos Santos “Thunder” com o Jungle Fight.
Para Vinícius, a conquista da cinta teve um sabor especial. O atleta disse que nunca havia tido uma oportunidade parecida dentro da Confederação Gaúcha e que entrou para lutar com a certeza de que o título poderia ser dele.
“A luta acabou no primeiro round. Consegui aplicar meu jogo, fiz o que tinha que ser feito e saí campeão”, afirma. Emocionado, o lutador conta que a sensação foi difícil até de explicar.
“Antes de entrar no ringue, já estava com vontade de chorar. Não tenho como descrever o que é isso. Só quem está ali em cima sabe a emoção”, relata.
Rieger também lembra que a vitória teve peso extra, por se tratar de uma disputa contra um adversário que havia sido derrotado. “Fui com o pensamento de que esse cinturão ia ser meu. O trabalho tinha que ser feito para que conseguisse a revanche”, resume Rieger.
Sem tempo para aquecer
Se Vinícius viveu um sábado de cinturão, Klamt também saiu vencedor em Novo Hamburgo, mas em uma situação bem diferente. A luta no X-Fest foi marcada em cima da hora e o peso-pesado precisou entrar no combate sem aquecimento.
Henrique conta que recebeu a confirmação da luta numa chamada inesperada, na madrugada, e aceitou o desafio de imediato. No dia do evento, porém, a rotina foi mais corrida. A luta, prevista para o fim da tarde, foi realizada muito antes.
“Chegamos lá e, quando perguntei que horas seria a luta, falaram: ‘daqui a 10 minutos tu pode te arrumar’. Aí começou a bater o nervoso”, relata.
Sem preparação longa para o corpo, ele improvisou como pôde. “Pedi para um amigo me dar uns tapas fortes no rosto para dar aquela acordada. Foi o que precisava para ficar tranquilo”, comenta.
Ainda assim, o atleta conseguiu seguir o plano traçado com Dirlei e manter a distância durante toda a luta, o que abriu caminho para a vitória.
Nervosismo, pressão e rotina
Henrique admite que o nervosismo continua sendo um dos principais desafios, mas que a experiência tem ajudado. “Dessa vez, fiquei um pouco menos. Com o tempo, se ganha experiência”, afirma. Para ele, a vitória traz alívio e felicidade ao mesmo tempo, especialmente pela cobrança que existe fora do ringue.
Broenstrup destaca que o caso de Henrique mostra o padrão de trabalho do CT, com atletas preparados para encarar convites inesperados. “Nos mantemos treinados. Quando aparece a oportunidade, não podemos não deixar escapar”, reforça.
No Jungle
Além das vitórias, o CT Mão de Pedra confirmou outra novidade importante, pois Thunder assinou com o Jungle Fight. O atleta veio de projeto social e faz parte da equipe há anos.
A luta de Glaudir deve ocorrer no dia 6 de junho, em evento com transmissão ao vivo. Para ele, o momento é de muita alegria. “Finalmente conseguimos esse contrato. Agora eu vou fazer história”, promete Thunder.
Na avaliação de Dirlei, a fase atual do CT é de crescimento, com atletas prontos para novos convites e uma base cada vez mais forte. “Temos uma leva de atletas prontos. Vinícius, Glaudir, Henrique e outros nomes chegaram. Aos poucos, formamos atletas e ingressamos mais nos eventos”, resume.
