Nessa segunda-feira (1º/6), a vacina contra a gripe foi liberada para todas as pessoas acima de 6 meses de idade. A recomendação do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) da Secretaria Estadual de Saúde é manter a estratégia para grupos prioritários (gestantes, crianças e idosos). Ou seja, cada sala de vacinas deve ter um percentual do imunizante para oferecer a esse público, incluindo a segunda dose para crianças.
Conforme a Secretaria de Saúde de Teutônia, até agora foram aplicadas 5.720 das 6.460 doses recebidas da vacina contra a gripe. Desde a liberação para o público em geral até esta terça-feira (2/6), foram 478 doses.
Até o fim da campanha deste ano, a meta em Teutônia é vacinar 90% dos grupos prioritários, compostos por 8.914 idosos, gestantes e crianças de 6 meses a 5 anos. Até a segunda-feira, haviam sido aplicadas 2.793 doses (43,43%) em idosos, 875 (39,43%) em crianças e 213 (72,44%) em gestantes, o que representa apenas 43,39% desta população.
Conforme a secretária Marlene Metz, a pasta tem desenvolvido uma série de ações para ampliar o acesso da população à vacina contra a influenza e conscientizar sobre a importância da imunização, especialmente na prevenção de casos graves de síndromes respiratórias.
A campanha foi amplamente divulgada em diferentes canais de comunicação, além da oferta contínua da vacina nas unidades de saúde. “Para facilitar ainda mais o acesso da população, o município promoveu três Dias D de vacinação, nos meses de março, abril e maio, mantendo os postos de saúde abertos das 8h às 17h”, lembra.
Porém, mesmo com todas essas oportunidades disponibilizadas, a cobertura vacinal dos grupos prioritários ainda é baixa. Por isso, a secretaria reforça o chamado para que as pessoas que ainda não se vacinaram procurem a unidade de saúde mais próxima e garantam sua proteção. Dessa forma, também contribuem para a redução de casos graves e internações relacionadas à influenza.
Segundo o Hospital Ouro Branco (HOB), neste momento, a casa de saúde registra 100% de ocupação dos leitos da Emergência e também dos leitos críticos. Além disso, pacientes aguardam disponibilidade de leitos de UTI. “O cenário é resultado do aumento expressivo na demanda por atendimentos, envolvendo não apenas casos respiratórios, mas também traumas, infecções urinárias, quadros de dor e diversas outras condições clínicas”, diz a nota.
SRAG em 2026
O Rio Grande do Sul já soma 5.142 hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. Destes, 28,63% precisaram fazer uso de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Até agora, o estado registra 334 óbitos pela síndrome, dos quais 56 causados por covid-19 e 89 por influenza (gripe).
A faixa etária que mais foi hospitalizada foi de pessoas de 60 a 79 anos (1.158) – que também registrou o maior número de mortes, com 158. Na sequência vêm bebês com menos de 1 ano de idade (946 casos, seis mortes), idosos com 80 anos ou mais (830 internações, 107 mortes) e crianças de 1 a 4 anos (755 hospitalizações, 4 mortes).
Nos municípios que compõem a 16ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), até a segunda-feira (1º/6) foram 212 hospitalizações por SRAG, com taxa de uso de UTI de 30,66%. Há 12 óbitos (dois por covid, seis por influenza, um por outro vírus respiratório e três não especificados).
Lajeado lidera o total de hospitalizações (86) e mortes (6), seguido de Estrela (24 e 2). No G8, Teutônia e Fazenda Vilanova aparecem com oito hospitalizações cada, seguidos por Paverama (4), Imigrante, Colinas e Westfália (2 cada).
Teutônia e Fazenda Vilanova ainda registram uma morte por SRAG cada, sendo a primeira causada pelo vírus da gripe e, a segunda, por covid. Em Teutônia, a paciente tinha entre 40 e 59 anos e outras doenças associadas. Já o vilanovense tinha entre 60 e 79 anos.
