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Projeto Planeta Ecos é lançado junto a escolas e comunidades

Diretor do espetáculo Antônio Lopes apresenta o Projeto Planeta Ecos e traz à responsabilidade todas as camadas sociais. Crédito: Anderson Lopes

O teatro como ferramenta de conscientização ambiental e reconstrução da relação entre sociedade e natureza é a proposta do projeto Planeta Ecos, lançado nesta quinta-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, na Casa de Cultura de Lajeado. A iniciativa promoverá apresentações teatrais, oficinas socioambientais e atividades comunitárias em escolas municipais e espaços públicos do município até agosto.

Realizado pelo Teatro Social e pelo Grito dos Excluídos Continental, com financiamento do Ministério da Cultura e apoio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Saneamento, Sustentabilidade e Bem-Estar Animal, o projeto busca estimular reflexões sobre preservação ambiental, resiliência e os impactos dos desastres climáticos que marcaram o Vale do Taquari nos últimos anos.

Secretário da Sema, Valmir Zanatta, acompanhou lançamento do projeto que contou com apresentação do pianista Francisco Lopes e da vereadora suplente Luiza Bassegio.

O lançamento ocorreu nesta sexta-feira (5/6), na Casa de Cultura de Lajeado, com presença de autoridades. Estiveram presentes a presidente do Grito dos Esluídos Continental Luciane Udovic, Patrulha Ambiental (Patram), Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Saneamento, Sustentabilidade e Bem-Estar Animal (SEMA), membros do lesgislativo, representante da deputada federal Denise Pessoa er comunidade.

A programação alcançará estudantes da rede municipal e moradores de diversos bairros por meio de atividades gratuitas realizadas tanto em escolas quanto em praças e espaços comunitários.

Segundo os organizadores, a proposta parte de uma ideia central: tudo está interligado. A partir dessa perspectiva, o espetáculo teatral Planeta Ecos convida o público a refletir sobre a relação entre as ações humanas e os fenômenos ambientais, questionando comportamentos individuais e coletivos diante dos desafios climáticos contemporâneos.

Arte para sensibilizar

Diretor do espetáculo, Antônio Lopes destacou que o projeto utiliza a linguagem artística para provocar reflexões que vão além dos dados técnicos e científicos.

“O rio não fez mal a ninguém. Foram ações humanas descoordenadas e insustentáveis que acabaram agravando os impactos que vivenciamos. O que a arte pode fazer é sensibilizar as pessoas para compreenderem que precisamos respeitar os ciclos da natureza e entender que tudo está conectado”, afirmou.

Para ele, a cultura tem um papel fundamental na reconstrução da consciência ambiental após as enchentes que atingiram a região.

“Nós não somos cientistas nem técnicos. O que dominamos é a arte. E é através dela que queremos mostrar que sem os rios não somos nada. Precisamos cuidar da nossa casa comum e compreender que meio ambiente, cultura, ciência e vida humana fazem parte do mesmo ecossistema.”

A cerimônia de lançamento reuniu representantes de entidades ambientais, lideranças comunitárias, autoridades municipais e estaduais, além de educadores e integrantes de movimentos sociais.

Pianista Francisco Lopes tocou a performance ‘Músicas calmas para mentes inquietas’

União para reconstruir a casa comum

Presidente do Grito dos Excluídos Continental, Luciane Udovic ressaltou a mobilização construída em torno da iniciativa e a necessidade de envolver diferentes setores da sociedade na reconstrução ambiental.

Segundo ela, a receptividade ao projeto demonstrou que existe um desejo coletivo de transformar a relação da comunidade com o meio ambiente.

“A destruição ambiental foi construída por muitas mãos e, por isso, a reconstrução também precisa ser coletiva. O lançamento mostrou essa vontade de união em torno da causa ambiental e da reconstrução da nossa casa comum”, observou.

Luciane também destacou a importância do trabalho com crianças e adolescentes.

“Estamos mais conscientes da necessidade de cuidar do planeta e entender que fazemos parte dele. Por isso, trabalhar com as novas gerações é essencial. Elas terão um papel importante na recuperação e preservação dos espaços naturais.”

Presidente do Grito dos Excluídos Continental Luciane Udovic relata emoção ao unir diversas camadas sociais para a reflexão

Educação ambiental aliada à cultura

Para o secretário municipal do Meio Ambiente, Valmir Zanata, o projeto apresenta uma forma inovadora de promover educação ambiental ao integrar conhecimento técnico, arte e participação social. “É uma iniciativa que chega em um momento muito importante, durante a Semana do Meio Ambiente. O projeto une arte, cultura e educação ambiental de uma maneira lúdica e acessível. Isso gera impacto nas escolas, nas famílias e em toda a comunidade”, afirmou.

Conforme Zanata, ações como essa ajudam a fortalecer a conscientização sobre a preservação dos rios e dos ecossistemas locais. “Levar essas reflexões para dentro das escolas e também para os espaços comunitários é fundamental para formar cidadãos mais conscientes e comprometidos com o meio ambiente.”

Primeira oficina ocorre às margens do Rio Taquari

As atividades começam neste sábado (6), às 15h, no Parque Ney Arruda, em uma área que foi fortemente impactada pelas enchentes e posteriormente reconstruída.

A oficina socioambiental “A Casa do Rio” utilizará intervenções artísticas e atividades participativas para estimular reflexões sobre a importância dos rios para a vida humana e para os ecossistemas.

“A intenção é fazer as pessoas sentirem a presença do rio e compreenderem que precisamos respeitar sua dinâmica natural. A água é fonte de vida e todo o ecossistema depende dela”, explica Antônio Lopes.

Na sequência, às 16h, ocorre a ação Campanha Lixo Certo, com orientações práticas sobre separação e destinação correta de resíduos, além da distribuição de sacos verdes para coleta seletiva.

Teatro e comunidade

Além das apresentações nas escolas municipais, o Planeta Ecos também realizará atividades abertas à população em bairros e espaços públicos da cidade.

A proposta é ampliar o debate ambiental para além do ambiente escolar, incentivando o envolvimento das famílias e da comunidade na construção de práticas sustentáveis.

Por meio da arte, das oficinas e da participação popular, o projeto pretende transformar as experiências vividas pela região nos últimos anos em aprendizado coletivo e consciência ambiental permanente.
Programação

06 de junho

15h – Oficina “A Casa do Rio” – Parque Ney Arruda

16h – Campanha Lixo Certo

Apresentações nas escolas

15/06 – EMEF Campestre

16/06 – EMEF Dom Pedro

17/06 – Escola a confirmar

18/06 – EMEF Vida Nova

19/06 – EMEF Bairro Morro 25

22/06 – EMEF São Bento

23/06 – EMEF Lauro Müller

23/06 – EMEF Vitus

24/06 – EMEF Pedro Welter

24/06 – EMEF Oscar Koefender

25/06 – EMEF Alfredo Lopes

26/06 – EMEF São José

Atividades comunitárias

20/06 – Conventos

21/06 – Gramado Cultural (Ecovates)

27/06 – Praça do bairro Olarias

05/07 – Praça da Matriz (Jardim do Cedro)

12/07 – Praça do Papai Noel

18/07 – Praça do Ginásio Santo Antônio

25/07 – Praça do Campestre

01/08 – Jardim Botânico

15/08 – Feira do Livro (a confirmar)

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