A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Contratos de Concessão de Rodovias Estaduais ouviu o governador Eduardo Leite na segunda-feira (8/6), em reunião híbrida da Assembleia Legislativa. Durante mais de duas horas, ele explicou os motivos que levaram o governo a optar pela concessão de rodovias estaduais e defendeu a continuidade do processo.
Leite afirmou que o governo considera as concessões a melhor alternativa para ampliar investimentos na infraestrutura rodoviária do Rio Grande do Sul. Segundo ele, o Estado tem limitações financeiras e não possui recursos suficientes para realizar sozinho as obras necessárias. O governador também declarou que os apontamentos feitos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) foram corrigidos e que não foram identificadas irregularidades que impedissem o andamento do projeto.
A participação do governador ocorreu na última semana de funcionamento da CPI, que deve votar seu relatório final em 11 de junho.
Ao final da reunião, o governador reiterou que pretende manter os projetos de concessão por considerar que eles são necessários para melhorar a infraestrutura logística do Estado.
Posições da CPI
O presidente da CPI, deputado Paparico Bacchi (PL), defendeu o trabalho da comissão e destacou questionamentos sobre o sistema de pedágio eletrônico free flow, os contratos de concessão e as obras previstas. O relator da CPI, deputado Miguel Rossetto (PT), afirmou que a principal preocupação da CPI é avaliar se o modelo de concessão oferece tarifas adequadas e garante a execução das obras prometidas.
Rossetto também citou o cancelamento do leilão do Bloco 2, que não recebeu propostas de empresas interessadas, como um sinal de problemas no modelo adotado.
