A Polícia Civil deflagrou na madrugada desta segunda-feira (15/6) a segunda fase da Operação Carrasco, que investiga um suposto esquema envolvendo maus-tratos a animais, associação criminosa e estelionato. A ação foi realizada em Porto Alegre e em outros municípios da Região Metropolitana, com apoio da Rede de Proteção Ambiental e Animal (Repraas), de Teutônia.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão em residências, clínicas veterinárias, estabelecimentos comerciais e um memorial responsável pela cremação de animais. Cerca de 50 policiais civis participaram da operação.
Segundo a investigação, os alvos são uma protetora de animais e dois médicos-veterinários suspeitos de integrar um esquema que teria promovido eutanásias de cães e gatos sem necessidade clínica, ao mesmo tempo em que arrecadava recursos por meio de campanhas e transferências via Pix para tratamentos que, em alguns casos, não teriam sido realizados.
Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e documentos que poderão auxiliar no avanço das investigações. Também foi resgatado um cão debilitado, que estava sob cuidados dos investigados.
As apurações tiveram início após denúncias envolvendo a então gestão da Secretaria Especial de Bem-Estar Animal de Canoas. Conforme a Polícia Civil, a análise do material apreendido na primeira fase identificou indícios de que animais com possibilidade de tratamento teriam sido encaminhados para eutanásia.
A investigação aponta ainda que milhares de pessoas contribuíram financeiramente com campanhas divulgadas nas redes sociais. Segundo os investigadores, os valores movimentados pelas arrecadações ultrapassaram R$ 1 milhão entre 2020 e 2025.
A Polícia Civil segue apurando a participação dos investigados, a destinação dos recursos arrecadados e o número de animais que podem ter sido vítimas do esquema.
