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Bunker Barbearia projeta expansão com base na experiência do cliente

Crédito: Thiago Maurique

Empreendedores à frente da Bunker Barbearia, Carlos Krüger e Cristiam Rech uniram competências e afinidades para iniciar a empresa que se consolidou em menos de 2 anos. Enquanto Krüger encontrou na barbearia uma oportunidade de transformar relacionamento em negócio, Cristiam Rech trouxe a experiência em gestão, finanças e organização de processos. Desde o princípio, a proposta foi uma experiência diferenciada para o cliente, o que tornou o serviço mais do que somente corte de cabelo.

Diante desse conceito, a empresa investiu em planejamento, padronização de processos e tecnologia para sustentar o crescimento. A aposta em agendamento digital, atendimento estruturado e um modelo de assinaturas inspirado em grandes plataformas contribuiu para a expansão do negócio. Em entrevista ao Inteligência Empresarial, os sócios relembram a trajetória da empresa, falam sobre gestão de pessoas e revelam os planos de ampliar a atuação da marca para outras cidades da região.

Grupo Popular – Como a amizade de vocês dois se transformou em empreendedorismo?

Carlos Krüge – Sou natural de Teutônia e comecei minha trajetória com barbearia há cerca de 6 anos. Eu e o Cristiam fomos colegas durante o ensino médio. Já nos conhecíamos do futebol, mas a amizade se fortaleceu na escola. Depois, servimos juntos no Exército. Mais tarde, iniciei o curso de barbeiro. Quando comecei a aprender a profissão, convidei o Cristiam para ser meu modelo nos treinamentos. Ele se tornou cliente e, posteriormente, convidei para ser meu sócio.

GP – O que te levou a ingressar na área da barbearia?

Krüger – Antes do Exército, trabalhei na Certel, mas ainda não tinha uma direção profissional definida. Depois, ingressei na Teutonet, na área comercial, e essa experiência foi muito importante para desenvolver minha comunicação. A barbearia é um negócio baseado em relacionamento. Na época, comecei a observar o mercado da beleza e percebi que havia oportunidades. Também notei que os homens estavam mais vaidosos e investindo mais em cuidados pessoais. Procurei uma oportunidade para aprender e recebi apoio da Adri, cabeleireira que frequentava. Depois, passei por uma barbearia em Languiru e me identifiquei muito com a profissão. Em dezembro de 2019, tomei a decisão de investir definitivamente na área e trocar a estabilidade da renda fixa pelo desafio de empreender.

GP – Como o Cristiam entra nessa história?

Cristiam Rech – Minha trajetória sempre esteve ligada à área administrativa, financeira e de organização de processos. Isso me deu uma base importante para estruturar negócios. Sempre tive o objetivo de construir empresas que pudessem funcionar de forma organizada, independentemente da minha presença física. Já participei de outros empreendimentos e acompanhava a evolução do Carlos como cliente. Ele tinha o conhecimento técnico da barbearia, enquanto eu possuía experiência em gestão. Percebemos que as competências eram complementares e decidimos unir forças.

GP – O que vocês identificaram nesse mercado antes de abrir a Bunker?

Krüger – Eu enxergava uma oportunidade para fazer algo diferente em Teutônia. O que sempre me encantou na barbearia foi o ambiente, a conversa e a experiência proporcionada ao cliente. Em alguns lugares, a dinâmica era apenas cortar o cabelo e ir embora. Eu acreditava que poderia existir algo mais. Queríamos que o cliente se sentisse em casa. O acolhimento e o atendimento sempre foram prioridades. O corte é importante, mas representa apenas uma parte da experiência. O relacionamento construído com o cliente é o que realmente fideliza.

Rech – Desde o início, nosso objetivo não era criar apenas mais uma barbearia. Queríamos oferecer uma experiência diferenciada. Antes de abrir as portas, realizamos diversas reuniões para estruturar o plano de negócios, definir identidade visual, ambiente, música, decoração e todos os detalhes da operação. Hoje, temos diferenciais que reforçam essa proposta. Contamos com um recepcionista para receber os clientes, oferecer café ou água e garantir agilidade no atendimento. Também criamos um fluxograma para padronizar todos os processos, desde a chegada até a saída do cliente.

GP – Como foi o início da operação?

Krüger – Houve aquele frio na barriga natural. Passei vários dias focado na reforma e na preparação do espaço. Quando parei para acompanhar a agenda, ela já estava praticamente cheia para a primeira semana. Foi uma resposta muito positiva da comunidade.

Rech – Fizemos uma ampla pesquisa para escolher o sistema de gestão e agendamento. Desde o início, trabalhamos com horário marcado para garantir organização. Começamos com uma única cadeira e uma estrutura simples para validar o modelo de negócio. O crescimento aconteceu rapidamente e logo percebemos a necessidade de contratar novos profissionais.

GP – Quantos profissionais atuam atualmente na Bunker?

Rech – Hoje contamos com quatro barbeiros. Encontrar profissionais qualificados nem sempre é fácil, por isso também investimos em formação. Um exemplo é o Andrei, que era cliente da barbearia e realizou o curso com o próprio Carlos.

Krüger – Procuramos pessoas com o perfil adequado para o atendimento. A técnica pode ser aperfeiçoada com treinamento, mas características como comprometimento e comunicação fazem diferença. O que fideliza o cliente é a experiência e o relacionamento construído.

GP – Quais são os próximos passos da Bunker Barbearia?

Rech – Em setembro do ano passado implantamos o modelo de assinaturas, semelhante ao utilizado por serviços como Netflix e Amazon. Fomos pioneiros nesse formato em Teutônia e, desde então, praticamente dobramos o faturamento da empresa. Nossa visão de futuro não se limita a uma única unidade. Queremos expandir o modelo para outras cidades da região e para a Serra Gaúcha. Antes disso, porém, buscamos consolidar uma estrutura cada vez mais forte em Teutônia.

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