A Câmara de Vereadores de Imigrante aprovou a criação do Organismo de Políticas para as Mulheres (OPM) na sessão do dia 10 de junho. O novo órgão tem a função de planejar, coordenar e implementar políticas públicas voltadas à promoção, proteção e garantia dos direitos das mulheres no município.
O OPM ficará vinculado ao gabinete do prefeito por meio do Departamento da Mulher. O órgão atua de forma integrada com a Secretaria de Saúde e Assistência Social e com o Executivo.
A servidora Raquel Rottoli iniciou a estruturação do departamento. Ela será responsável pela parte burocrática, com foco em articular ações, criar programas e captar recursos. O atendimento direto às mulheres continuará sob a responsabilidade da Assistência Social e da Polícia.
Segundo a servidora, o trabalho do departamento abrange diferentes áreas. “O Departamento da Mulher e os direitos mulheres não são só a questão de violência, englobam tudo que for relacionado à mulher”, explica Raquel.
A secretária de Saúde e Assistência Social, Jóice Horst, destacou que a maior demanda do público feminino no momento é a saúde mental. “Aí entra esse trabalho da Raquel, devido a questões internas, pessoais, entre marido e mulher”, ressalta.
Os próximos passos do organismo incluem a estruturação do Conselho Municipal da Mulher e a criação de um Fundo da Mulher. Neste primeiro momento, os recursos entram na pasta de Saúde e Assistência Social. “Estamos finalizando o projeto de lei do conselho junto com o fundo. Esse é o nosso foco, para poder nomear os membros que trabalharão junto conosco”, destaca Raquel.
Plano de contingência
A Administração Municipal também iniciou a atualização do Plano Municipal de Contingência. O documento reúne ações que devem ser adotadas em casos de emergência, como enchentes. A servidora Raquel também fará parte deste processo.
A elaboração do plano ocorre por meio de reuniões realizadas a cada três semanas, com a presença do Corpo de Bombeiros Voluntários Imicol e membros de diferentes secretarias.
Inicialmente, será feito o plano de cada secretaria do Executivo. Na sequência, as informações serão integradas em um único material. A meta é concluir o plano até o fim do ano.
Entre os desafios estão as necessidades específicas de grupos mais vulneráveis. “Temos que pensar em tudo, deficientes, autistas, pacientes que usam oxigenoterapia, que realizam hemodiálise… E isso é apenas na Secretaria da Saúde. É preciso avaliar o que tem em cada secretaria e trabalhar em conjunto para fazer uma entrega de qualidade para a nossa população”, conclui Jóice.
