O inverno de 2026 começou oficialmente no domingo (21/6) e deve apresentar características diferentes neste ano. A estação deve registrar temperaturas acima da média e volumes de chuva superiores aos padrões históricos no Vale do Taquari e em grande parte do Rio Grande do Sul. A previsão foi elaborada pelo Núcleo de Informações Hidrometeorológicas (NIH) da Universidade do Vale do Taquari (Univates) a partir de modelos meteorológicos nacionais e internacionais e de análises das condições oceânicas e atmosféricas.
Apesar da tendência de calor e chuva acima da média, o inverno ainda terá períodos de frio intenso. Geadas, massas de ar polar, temporais e intervalos curtos de estiagem podem ocorrer ao longo da estação.
Segundo os meteorologistas, o principal fator responsável pelo cenário previsto é a atuação do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico Equatorial. Dados recentes indicam que o aquecimento das águas já atingiu intensidade suficiente para caracterizar oficialmente o fenômeno.
Historicamente, o El Niño favorece o aumento das chuvas e temperaturas acima da média na Região Sul. Por isso, a expectativa é de um inverno com mais precipitações e períodos de aquecimento entre as entradas de ar frio.
O frio
Os episódios de frentes frias e massas de ar polar devem durar menos tempo e ser seguidos por períodos de aquecimento. Também devem continuar frequentes os nevoeiros e as neblinas nas primeiras horas da manhã, favorecidos pela alta umidade do ar. Além disso, ciclones extratropicais podem intensificar os ventos e contribuir para a formação de sistemas de chuva sobre o Estado.
Chuva
As projeções indicam alta probabilidade de chuva acima da média durante toda a estação. Os meteorologistas alertam, porém, que a distribuição da chuva deve continuar irregular. Em vez de precipitações constantes, os maiores volumes devem ocorrer durante a passagem de frentes frias, cavados atmosféricos e ciclones extratropicais.
Potenciais impactos
Segundo o NIH, a combinação de chuva acima da média e eventos concentrados pode elevar o nível dos rios, causar alagamentos urbanos e aumentar o risco de cheias, principalmente em setembro, que já é um dos meses mais chuvosos do ano na região. O cenário exige atenção das autoridades e da população, especialmente diante do histórico recente do Vale do Taquari.
