Mais um aniversário da Popular FM 96.9 convida à celebração de uma trajetória construída junto à comunidade regional, mas também, à reflexão sobre a força de um meio de comunicação que atravessa gerações sem perder relevância.
Ao longo de 37 anos de história, a emissora acompanhou transformações tecnológicas, mudanças de hábitos e novas formas de consumo de conteúdo. Ao mesmo tempo, manteve características que ajudam a explicar a permanência do rádio no cotidiano das pessoas: a informação em tempo real, a companhia e a conexão direta com os ouvintes.
Para o diretor do Grupo Popular, Lucas Leandro Brune, a principal diferença do rádio está justamente na presença humana. Conforme ele, existe sempre uma voz do outro lado para acompanhar o público, informar, contar histórias, relembrar fatos marcantes e apresentar músicas que fazem parte da vida das pessoas.
A própria história do rádio ajuda a entender essa capacidade de permanência. O meio ganhou força no Brasil ainda na primeira metade do século passado e, desde então, conviveu com sucessivas previsões de desaparecimento. Primeiro, veio a televisão. Décadas depois, a internet. Mais recentemente, os serviços de streaming e as plataformas digitais transformaram a forma como as pessoas consomem música e informação. Mesmo assim, o rádio permaneceu presente.
Para Brune, isso ocorre porque o meio soube se adaptar a cada nova realidade. Na Popular FM, essa evolução aconteceu desde os primeiros anos, com uma proposta que uniu notícia, esporte e música em uma época na qual muitas emissoras FM priorizavam apenas a programação musical. Hoje, a rádio amplia sua presença com transmissões em vídeo, conteúdos digitais e atuação nas redes sociais, sem abrir mão da essência da comunicação ao vivo.
Um dos exemplos mais recentes da importância do rádio surgiu durante a enchente histórica de 2024. Em meio às dificuldades provocadas pela falta de energia e de acesso à internet em diversas localidades, o rádio voltou a desempenhar um papel fundamental para manter a população informada. O tradicional rádio a pilha, muitas vezes esquecido, recuperou espaço e significado.
Ouvintes assíduas seguem na escuta
A relação construída com os ouvintes também ajuda a contar a história da Rádio Popular. A aposentada Clair Lopes Pereira afirma que ouvir a Popular faz parte da rotina. Conta que costuma ligar a rádio logo pela manhã e destaca a forma acolhedora como os comunicadores se relacionam com o público. Para ela, a programação musical e o clima alegre da emissora explicam a identificação criada ao longo dos anos.
Outro relato é o da ouvinte Gláucia Cristina Lagemann. Ela conta que acompanha a Popular FM diariamente e adapta a forma de ouvir conforme a rotina no trabalho, pelo aplicativo, no celular, e em casa, pelo rádio tradicional. Entre os momentos que mais gosta da programação estão o horóscopo, os programas musicais e a variedade de estilos apresentados pela emissora.
Mais do que entretenimento, diz encontrar na rádio uma companhia capaz de mudar o humor ao longo do dia. Segundo ela, mesmo quando enfrenta momentos difíceis, ouvir a Popular ajuda a trazer leveza e alegria. Ao enviar uma mensagem pelos 37 anos da emissora, definiu em poucas palavras o lugar que a rádio ocupa na sua rotina: “A Popular faz parte da minha vida”.
Ao celebrar mais um aniversário, a Popular FM reforça uma característica que acompanha tanto a sua trajetória quanto a do próprio rádio: a capacidade de evoluir sem perder a proximidade com as pessoas. Em um cenário marcado por constantes mudanças tecnológicas, a emissora encontra novos caminhos para estar presente onde sempre esteve: no dia a dia da comunidade.
“O rádio sempre foi companheiro, porque do outro lado tem uma voz humana.”
Lucas Leandro Brune
Diretor do Grupo Popular de Comunicação
