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Aslivata reuniu clubes para uniformizar informações do regulamento e das regras

Clubes receberam orientações prévias antes da bola rolar // Crédito: Lucas Leandro Brune

A Aslivata reuniu os presidente, técnicos e representantes dos clubes participantes do Regional Certel Sicredi na noite desta quinta-feira (16/7), na sede operacional da Certel em Lajeado. “O objetivo é padronizar, não repassar regras. É uma reunião técnica de alinhamento de regras”, sustenta o palestrante Fernando Luiz Henz, que é árbitro formado pela FGF em 2009 e árbitro Aspirante Fifa no Futsal em 2017.

“A competição tomou dimensão absurda e o Estado inteiro fala disso nos meus trabalhos. É a oportunidade de sermos pioneiros nestas questões em nível de amador. O que alinharmos hoje, vocês precisam levar aos clubes”, ressalta Henz. As diretrizes do campeonato foram detalhadas, com esclarecimento do regulamento e apresentação as regras de arbitragem, principalmente as transformações já aplicadas na Copa do Mundo. A proposta é garantir que todas as equipes iniciem a competição com conhecimento das normas e em igualdade de condições.

Daniel Soder destacou que cada árbitro tem seu estilo e as implementações também serão graduais. Fernando definiu que o objetivo é acelerar o jogo. Dirigentes cobraram diferença de critérios e a falta de tratamento igual, além de um trato educado com os clubes.

“Como vocês estão buscando qualificar suas equipes, da mesma forma o departamento está buscando melhorar na arbitragem”, sustenta Henz.

Apresentações

Campo de jogo – Destacou importância da marcação cuidadosa, forte e nas dimensões. “Campo mal marcado pode beneficiar qualquer uma das equipes”.

Bola – Exclusivamente da marca pênalti. Algumas já foram entregues para os clubes na noite do encontro e outras serão entregues no lançamento. Os clubes da Série A receberá cinco bolas, que devem ser usadas nos Aspirantes e Titulares. No Veterano serão três bolas, também disponíveis no campo. “Se não estiver, será relatado na súmula”, explicou o presidente da Aslivata, Vianei Batista Hammes.

Substituições – Limite de 10 segundos para os jogadores deixarem o campo de jogo ao ser substituído. Se o limite exceder, o substituto não poderá entrar até a próxima paralisação. Todo jogador tem que sair no local mais próximo para sair. Retorno deve ser pela linha lateral.

Caneleiras – Não é obrigatório o uso.

Cor dos uniformes – Acordo entre as equipes na semana do jogo. “Impossível só terem um uniforme. O time da casa troca em caso de semelhança”.

Ajuste – Jogador que sair de campo para ajustar equipamento, só poderá voltar com autorização da arbitragem.

Lesão – Atendimento no campo de jogo ou que causar paralisação do jogo devido a lesão, devem sair e permanecer fora do campo por um minuto após o reinício. Exceções: atendimento do goleiro, goleiro e jogador de linha se chocam e precisam de atendimento, dois jogadores da mesma equipe se chocam, tiro penal e o atendido for o cobrador.

Falta – Não haverá advertência com cartão amarelo por uma infração por impedir uma clara oportunidade de gol se for concedida vantagem e um gol marcado. Desde que não seja uma falta temerária.

Impedimento e Mão na bola – Fernando Henz considerou o Impedimento a segunda maior polêmica e a bola na mão como a maior polêmica. “Vai da interpretação a mão na bola”, expôs.

Pênalti – Dois toques acidentais na cobrança do pênalti: se fizer o gol, repete; se não fizer o gol, tiro livre indireto para a defesa. Pênalti com disputa da bola, baixa a gravidade do cartão.

Arremesso lateral ou tiro de meta – Utilização de contagem visual de 5 segundos quando um jogador ou equipe estiver atrasando a cobrança. Se o limite de tempo for excedido, o lateral será concedido à equipe adversária. No caso do tiro de meta, vira escanteio. O árbitro abre contagem a partir do momento que ele perceber a intenção do atleta retardar.

Bancos de reservas

“Se os bancos de reservas ficassem na arquibanca teríamos 70% menos problema dentro de campo. Não adianta transformar em panela de pressão. Cabe conscientizar que precisamos ter educação. O árbitro não vai acertar sempre. Pressão vai existir. Uma coisa é reclamar e outra coisa é esbravejar, fazer o escarcéu. Temos que nos tornar mais educados no campo, no banco, automaticamente inflama menos para o campo”, ressaltou Henz.

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