Para o meteorologista e autor da MetSul, Luiz Fernando Nachtigall, a enchente da semana passada foi apenas o começo de um período de altíssimo risco climático. A previsão mais recente indica dois episódios de chuva volumosa trarão até 250 mm, cheias e temporais, durante o fim de julho e início de agosto. Domingo foi apenas o começo deste primeiro período de instabilidade em algumas regiões, que vai atuar até o meio desta semana e tende a ganhar força, conforme análise da Metsul.
Na quarta-feira (29/7), a atuação de uma área de baixa pressão associada a uma frente fria reforça a instabilidade. Chove em todas as regiões gaúchas e muitas cidades podem ter períodos de chuva moderada a forte com pancadas isoladamente torrenciais, que podem trazer altos volumes em curto intervalo, provocando alagamentos, inundações repentinas e a subida de cursos menores como córregos e arroios. Na quinta (30/7) e na sexta (31/7), o sol aparece com nuvens no Rio Grande do Sul. Na sexta, vento Norte começa a se intensificar, precedendo a volta da chuva que até o fim do dia irá atingir pontos do estado, marcando o começo do segundo episódio de instabilidade que vai se intensificar no fim de semana com chuva mais generalizada, localmente forte a intensa e com altos volumes em diversas localidades.
Persiste o consenso entre os modelos analisados pela MetSul Meteorologia de que haverá chuva volumosa no Rio Grande do Sul entre este fim de julho e o começo do mês de agosto, mas ainda há discrepâncias sobre onde deve chover.
A atuação de uma área de baixa pressão associada a uma frente fria reforça a instabilidade para esta quarta-feira (29/7) em todas as regiões gaúchas. Muitas cidades podem ter períodos de chuva moderada a forte. Pancadas torrenciais e isoladas trazem altos volumes em curto intervalo, provocando alagamentos, inundações repentinas e a subida de cursos menores como córregos e arroios.
Na quinta (30/7) e na sexta-feira (31/7), o sol aparece com nuvens no Estado. O vento Norte se intensifica e precede a volta da chuva, dando início ao segundo episódio de instabilidade. Deve ampliar no fim de semana com chuva mais generalizada, localmente forte a intensa e com altos volumes em diversas localidades.
Entre os modelos analisados pela MetSul há uma projeção de chuva volumosa entre o fim de julho e o começo do mês de agosto. Ainda há divergências sobre onde deve chover. O atual cenário indica mais exigem atenção aos rios Uruguai, Jacuí, Ibirapuitã, Vacaria, Santa Maria e Camaquã.
Super El Niño
Projeções climáticas para o El Niño 2026-2027 indicam a possibilidade de um evento sem precedentes desde o início dos registros meteorológicos. Modelos apontam que a anomalia da temperatura das águas do Pacífico Equatorial, na região Niño 3.4, pode atingir cerca de 3,6°C, superando com folga os maiores episódios já observados, como os de 2015-2016, 1997-1998 e 1982-1983.
Análises baseadas em centenas de simulações, mesmo os cenários mais conservadores se aproximam dos recordes históricos, o que reforça a expectativa de um fenômeno de intensidade excepcional. Especialistas destacam, no entanto, que previsões de longo prazo ainda carregam incertezas, já que fatores atmosféricos e oceânicos podem alterar a evolução do sistema.
O rápido aquecimento do Pacífico também chama a atenção dos meteorologistas. Em poucos meses, o oceano passou de uma condição neutra para níveis considerados de Super El Niño, impulsionado por alterações nos ventos e pelo acúmulo de águas mais quentes abaixo da superfície.
Caso as projeções se confirmem, os impactos poderão ser sentidos em diversas regiões do planeta, com mudanças significativas nos padrões de chuva e temperatura. No Sul do Brasil, a tendência é de precipitações acima da média, aumento na frequência de temporais e maior risco de enchentes nos próximos meses.
Meteorologistas alertam que a cheia registrada no Rio Grande do Sul nesta semana pode representar apenas o início de um período de maior instabilidade climática. Os meses entre setembro e dezembro são apontados como os de maior preocupação, embora os efeitos do fenômeno possam se estender até o verão e, eventualmente, alcançar o outono de 2027.
