O CTG Porteira dos Pampas reuniu 500 pessoas na sede da entidade, em Canabarro, na sexta-feira (24/7). O público pôde acompanhar a pré-estreia das Invernadas Mirim e Juvenil e saborear um café colonial. “Depois de meses de reconstrução, a entidade se ergue fazendo este evento histórico”, comemora a patroa Cásia de Souza.
A Invernada Mirim apresentou o tema “Entre memórias e sonhos, dois grandes nomes da cultura gaúcha – Paixão e Lessa”. Já a categoria Juvenil falou sobre “As belezas do Rio Grande do Sul”. “Foram muitos dias de ensaios, fins de semana inteiros dentro do galpão. Teve muito cansaço, choro, mas nunca desistimos pois sabemos o potencial do grupo e onde queremos chegar”, destaca Cásia.
O espetáculo também é parte da preparação para o FestMirim 2026, considerado o maior festival de danças da categoria Mirim. O evento ocorre nos dias 29 e 30 de agosto, em Santa Maria. “Temos um cronograma de ensaios até o festival. Estamos com tudo pronto, danças definidas, pilchas. É só ajustar os detalhes para deixar a apresentação do grande dia espetacular”, afirma.
A expectativa também é grande entre as famílias. Para a mãe dos dançarinos João Pedro de Campos (13), Lorenzo Eduardo de Campos (12) e Lívia Pereira (7), Janaína Seibel afirma que ver os filhos no festival é a realização de um sonho. Para ela, “acompanhar tudo isso como mãe está sendo maravilhoso”.
A rotina de preparação é intensa. “Os ensaios são puxados, cansativos, exigem bastante deles, mas nós sabemos que tudo isso tem um propósito. Todo esse esforço vale a pena”, conta.
Janaína destaca que o festival é mais do que uma competição. “As conquistas não são só os troféus que podem vir, mas principalmente tudo o que eles aprendem nesse caminho: disciplina, responsabilidade, trabalho em equipe, respeito e superação. Acho que esse é o maior presente que eles levam dessa experiência”, frisa.
Para Janína Seibel, ver os três filhos no palco representa a realização de um sonho / Crédito: Arquivo Pessoal
Retomada
A sede da entidade foi atingida por um forte temporal em outubro de 2025, que destruiu uma parte significativa do telhado. Com o apoio da comunidade e recursos municipais e estaduais, o CTG foi reformado e pôde abrir as portas novamente para os 80 dançarinos. “Pouco tempo atrás, nosso futuro estava incerto. Hoje temos a certeza que nossa entidade está mais forte do que nunca”, diz a patroa.
“O evento marcou não só um recomeço, mas a união e a força que nossa entidade tem. E o principal: ensinando os valores e o amor pela nossa Cultura Gaúcha para as novas gerações”, conclui.
