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Jota Quest faz público cantar junto na celebração dos 45 anos da Sicredi Ouro Branco

Crédito: Ariana de Oliveira

Há músicas que simplesmente passam pelo rádio, há aquelas que ficamnas lembranças, nos encontros, nas viagens, nas histórias de amor e nos aniversários. Foi com esse espírito que a Sicredi Ouro Branco RS/MG celebrou seus 45 anos ao lado dos associados e da comunidade neste sábado (22/8) no Pavilhão Multiuso, em Teutônia. No palco, Jota Quest, uma banda que também carrega uma história de três décadas. A Hatfield abriu os trabalhos musicais e colocou o público para cantar e ajudou a aquecer a noite com clássicos do rock.

Entre o público, estavam fãs de todas as idades que acompanharam a trajetória do grupo desde os primeiros anos e que, ao longo do tempo, transformaram as músicas da banda em parte de suas próprias histórias. Eveline Paim e Isadora Schwingel de Oliveira chegaram a Teutônia dispostas a reviver memórias e, principalmente, cantar junto com Rogério Flausino e companhia. Eveline acompanha o Jota Quest desde 1996, quando a banda começava a ganhar espaço no Rio Grande do Sul. Para ela, existe uma relação especial entre o grupo mineiro e o público gaúcho. A paixão pela banda já rendeu até uma verdadeira maratona. Depois de comemorar o aniversário com a família, Eveline fez um bate-volta para São Paulo para assistir a um show, conta.

“Eu comemorei dia 3 de março com a minha família, fui para Porto Alegre, peguei o voo, fui em São Paulo, fui para o show e voltei no dia seguinte. Depois fui trabalhar. Direto assim”, relembrou.

A resposta resume bem o que representa ser fã de uma banda por três décadas pois não se trata apenas de acompanhar músicas, mas de construir memórias em torno delas. E, para o show em Teutônia, a expectativa também estava voltada às novidades. O Jota Quest chega aos 30 anos do primeiro álbum, lançado em 1996, justamente revisitando uma de suas principais referências musicais e padrinho da banda, Tim Maia, o síndico do Brasil.

“Eu quero ouvir muito as novas, que são as regravações do Tim Maia. Eu tive mês passado no Prime Rock em Minas e eu quero ver isso aqui explodir”, afirmou Eveline.

Acompanhando Eveline, Isadora avalia que o repertório atual mostra a maturidade alcançada pelo grupo. “Além das clássicas brabas deles, óbvio que a gente ama, não pode deixar de tocar sempre, esse repertório, esse trabalho que eles estão fazendo com o Tim é um absurdo de musicalidade. A voz do Rogério está um escândalo”, destacou.

“Tu vê uma preocupação de preparação vocal que talvez, no início da carreira, não precisava, porque tu está muito novo. Quando a gente está no início da carreira, vai lá, mete o pé e vai. E agora, mais experiente, tu começa a pensar mais antes de fazer as coisas, as escolhas”, avaliou Isadora.

O novo trabalho representa um passo importante na trajetória profissional dos músicos, inclusive nos bastidores. Entre tantas músicas, algumas carregam um peso especial. Para Eveline, “As Dores do Mundo” é uma delas.

“Foi o primeiro show da minha vida. Eu tinha só 14 anos lá em São Leopoldo. Não tem como não tocar e não voltar para aquele tempo”, contou.

Um repertório para cantar junto

E foi justamente essa memória afetiva que tomou conta do espaço durante o show. O repertório preparado pelo Jota Quest percorreu alguns dos grandes clássicos do pop rock nacional, com músicas que o público conhece e canta junto. Entre elas estavam “Na Moral”, “Dias Melhores”, “Só Hoje”, “Do Seu Lado”, “Amor Maior” e “Além do Horizonte”. Canções de diferentes momentos da trajetória da banda fizeram parte da celebração e mostraram, na prática, por que o grupo continua reunindo fãs de diferentes gerações.

O público também recebeu um gostinho do que está por vir. O Jota Quest apresentou durante a noite algumas das releituras que integram o novo trabalho em homenagem a Tim.O álbum chega justamente no momento em que a banda celebra três décadas do lançamento de seu primeiro disco, “J.Quest”. O novo projeto resgata músicas de um dos grandes nomes da música brasileira e mostra uma banda que, mesmo depois de 30 anos, continua revisitando suas referências e encontrando novas formas de apresentá-las ao público.

Antes de conquistar o país inteiro, o Jota Quest encontrou no público gaúcho um dos primeiros espaços para fazer sua música ganhar força. A banda estourou primeiro no Rio Grande do Sul e, depois, levou suas canções para o restante do Brasil.

Uma música que virou história de amor

Em alguns casos, as músicas do Jota Quest acabaram ajudando a construir histórias a dois. Foi o que aconteceu com um casal Clarisse Ventura da Silva e Édson Lima, de Brochier, que tem na canção “Só Hoje” ganhou um significado particular e tornando-se uma espécie de trilha sonora da relação.

“Eu acho que eu comecei há uns 19 anos, foi quando a gente ficou junto. Foi ele que começou a me mostrar a banda, devagarzinho, aos poucos. A gente meio que adotou essa música para ser a música do casal. A letra da música é uma história legal”, explicou.

Uma noite para celebrar 45 anos

Para a Sicredi Ouro Branco, a escolha do Jota Quest também ajudou a criar uma ponte entre diferentes gerações. A cooperativa completa 45 anos, enquanto a banda celebra três décadas desde o lançamento de seu primeiro álbum. O presidente do Sicredi Ouro Branco (RS/MG), Neori Ernani Abel, destacou que a noite foi preparada especialmente para reunir os associados em um momento de confraternização.

“Depois de termos celebrado com os nossos coordenadores de núcleo, com nossos dirigentes, com as lideranças, hoje chegou o dia de todos os sócios celebrarem e comemorarem os 45 anos do Sicredi Ouro Branco com o show que foi preparado com muito carinho por nossa equipe”, afirmou.

A celebração também simbolizou um encontro entre duas regiões. De um lado, o Rio Grande do Sul, com sua cultura e seu tradicional repertório gaúcho. De outro, Minas Gerais, terra de origem do Jota Quest.

“Hoje a gente tem realmente uma reunião do Rio Grande do Sul com Minas Gerais”, resumiu Neori.

Em coletiva antes da apresentação, Rogério Flausino também entrou no clima da combinação entre os dois estados e brincou com a possibilidade de unir duas marcas da gastronomia regional: pão de queijo com churrasco gaúcho. A escolha do Jota Quest acabou fazendo sentido também pela história construída pela banda no Sul. O grupo mineiro ganhou espaço no Rio Grande do Sul ainda nos primeiros anos de carreira, antes de fazer o Brasil inteiro cantar suas músicas.

Três décadas depois, a história continua

O momento não poderia ser mais simbólico. Enquanto o Jota Quest reencontra suas referências, também olha para o futuro. Nesta sexta-feira (28/8) a banda lança o novo álbum em tributo a Tim Maia, dentro das comemorações dos 30 anos do lançamento do primeiro álbum, “J.Quest”. É uma homenagem que conversa diretamente com a trajetória do grupo e com as influências que ajudaram a formar sua identidade musical.

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