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Certel adota transformadores com óleo vegetal

Medida contribui para o fornecimento de energia mais sustentável / Crédito: Samuel Dickel Bünecker / Divulgação

Medida contribui para o fornecimento de energia mais sustentável / Crédito: Samuel Dickel Bünecker / Divulgação

A Certel está ampliando o uso de uma tecnologia que une eficiência no fornecimento de energia e menor impacto ambiental. A Cooperativa vem substituindo gradativamente os transformadores que utilizam óleo mineral por equipamentos abastecidos com óleo vegetal e, desde a metade do ano passado, passou a investir somente nesse modelo para o sistema de distribuição. A alternativa também está sendo incorporada à área de geração.

O diretor de operações de energia da Certel, Simão Pedro Diehl, destaca que a mudança já alcança uma parcela significativa dos equipamentos da Cooperativa. “Quase 10% dos 9,5 mil transformadores da Certel já são mantidos pelo óleo vegetal”, afirma. Segundo ele, a escolha representa ganhos tanto ambientais quanto operacionais. “Além de ser importante por não poluir os ecossistemas, também torna mais robusto o funcionamento”, explica.

A utilização do óleo vegetal também reduz os riscos relacionados a possíveis vazamentos. O supervisor de meio ambiente da Cooperativa, engenheiro agrônomo Ricardo Jasper, explica que a maior resistência dos equipamentos ao calor contribui diretamente para essa redução. “Como o transformador movido a óleo vegetal é mais resistente a altas temperaturas, há uma diminuição significativa da probabilidade de vazamentos”, destaca.

Jasper também ressalta a diferença na origem dos materiais. “Os ingredientes a óleo mineral são oriundos de combustível fóssil, enquanto os do vegetal vêm de cereais e sementes”, compara. Dessa forma, a mudança adotada pela Certel representa uma alternativa mais alinhada às práticas de preservação ambiental.

Além do cuidado com o meio ambiente, a iniciativa está relacionada ao conceito de economia circular. A maior durabilidade dos equipamentos permite ampliar seu tempo de utilização, reduzindo a necessidade de reformas e a consequente geração de resíduos. Com isso, os transformadores permanecem por mais tempo em operação e aproveitamento dentro do sistema.

A decisão também acompanha os princípios de governança adotados pela Cooperativa e está alinhada ao padrão ESG, que considera aspectos corporativos, ambientais e sociais. “Vem de encontro também ao sistema de governança no padrão ESG, corporativo, ambiental e social, para que os processos sejam mais viáveis, econômicos e com menos riscos para a sociedade”, afirmam os representantes da Certel.

A Cooperativa reforça que a adoção dos transformadores a óleo vegetal faz parte de uma estratégia de longo prazo, buscando combinar qualidade dos serviços, segurança dos equipamentos e responsabilidade ambiental. “Isto é sustentabilidade na prática”, asseguram.

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