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Teutônia prepara levantamento para planejar a arborização

Locais bem planejados conectam a natureza com o espaço urbano em Teutônia / Crédito: Anderson Lopes

Em dias de calor forte, encontrar uma sombra em determinados pontos de Teutônia pode fazer diferença na caminhada, na espera pelo transporte ou simplesmente na permanência em uma área aberta da cidade. A percepção de que faltam árvores em parte do espaço urbano também vem sendo levada ao poder público por moradores que defendem um planejamento específico para a arborização da cidade.

A resposta da Prefeitura passa, neste momento, por informação. O município está preparando, em parceria com a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), dois levantamentos que deverão atualizar o conhecimento sobre a área urbana e os recursos naturais de Teutônia. Um deles é o levantamento aerofotogramétrico, realizado com drones. O outro é o Diagnóstico Socioambiental (DSA).

Os dois trabalhos terão diferentes aplicações, mas uma delas interessa diretamente à discussão sobre arborização: identificar como está distribuída a cobertura vegetal na área urbana e fornecer dados para a elaboração do Plano de Arborização Urbana. A ideia é que o município deixe de olhar apenas para pontos isolados e passe a ter uma visão geral da cidade. “Vai auxiliar na elaboração do plano de arborização urbana, ver quais são as ruas que precisam de arborização, quais são as áreas que a gente pode criar, um parque municipal”, explica o subsecretário de Agricultura e Meio Ambiente, Cristiano Steffens.

Os produtos previstos incluem mapas, relatórios técnicos, imagens, arquivos editáveis e banco de dados geoespacial que poderão ser utilizados por outras secretarias. Os recursos para os estudos, segundo o Departamento de Meio Ambiente, serão provenientes do Fundo Municipal do Meio Ambiente.

Nova fotografia

O último levantamento aerofotogramétrico do município foi realizado em 2018. De acordo com Steffens, aquele trabalho teve como principal finalidade contribuir para o planejamento do saneamento.

Agora, além de atualizar as informações, o Município pretende ampliar a utilização dos dados. O novo levantamento será feito com drones e deverá gerar um ortomosaico, uma imagem única e georreferenciada da área urbana. Na prática, será uma espécie de fotografia detalhada e atual do município, que poderá ser utilizada por diferentes setores da administração.

Para o Meio Ambiente, uma das possibilidades é medir e localizar a cobertura vegetal. Com essas informações, será possível saber quais regiões apresentam maior ou menor presença de vegetação e identificar espaços que podem receber novas árvores ou outras estruturas verdes.

O material também poderá auxiliar o Planejamento Urbano, a Engenharia e o recadastramento imobiliário. Novas construções, alterações no uso dos terrenos, crescimento dos bairros e mudanças na cobertura vegetal podem ser identificados. A diferença em relação a imagens de satélite disponíveis na internet é justamente a atualização e a finalidade específica. O município terá um levantamento produzido para representar a situação encontrada no período em que as imagens foram captadas.

Além do plantio

A discussão sobre arborização urbana costuma começar com uma pergunta simples: onde estão faltando árvores? Mas um plano municipal precisa responder a outras questões. Quais espécies são adequadas para cada local? Onde há espaço para plantio? Quais ruas apresentam condições para receber árvores? Como evitar conflitos com calçadas, redes elétricas e outras estruturas? Como colocar árvores e não atrapalhar a circulação das pessoas nas calçadas? Onde a vegetação pode oferecer mais sombra e contribuir para a qualidade ambiental?

O levantamento aerofotogramétrico será uma das ferramentas para responder parte dessas perguntas. O município também já trabalha na elaboração do Plano de Arborização Urbana e a partir do diagnóstico deverá estabelecer prioridades a partir de informações atualizadas.

DSA no campo

Enquanto o levantamento aéreo permitirá enxergar o território de cima, o Diagnóstico Socioambiental terá uma etapa importante realizada diretamente em campo. O estudo deverá identificar e caracterizar recursos hídricos e Áreas de Preservação Permanente (APPs), além de analisar outras características ambientais da área urbana.

Um dos objetivos é esclarecer situações em que existe dúvida sobre a classificação de determinado recurso hídrico. Há cursos d’água permanentes, intermitentes e situações em que a presença de água ocorre apenas de maneira esporádica. A identificação pode variar conforme as condições climáticas e a época do ano. Conforme Steffens, os estudos de campo realizados pela Unisc deverão se estender de 8 a 10 meses, permitindo observar diferentes períodos e condições. A intenção é produzir uma base técnica mais segura para decisões relacionadas ao meio ambiente, ao planejamento urbano, ao licenciamento e à regularização de imóveis.

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