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Vale faz da Expointer vitrine para inovação, negócios e superação

Último fim de semana da Expointer promete grande público que pode chegar a um milhão de visitantes / Crédito: Anderson Lopes

A 49ª Expointer chega ao último fim de semana com movimento intenso nos corredores do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, e com o Vale do Taquari entre os territórios que ajudam a contar a história desta edição. O destaque ficou para American Nutrients, de Teutônia, vencedora do 14º Prêmio Vencedores do Agronegócio, da Federasul, na categoria Antes da Porteira, em parceria com a Lactalis do Brasil.

A feira reuniu cerca de 2 mil expositores, 7,9 mil animais inscritos, máquinas e implementos, agricultura familiar, tecnologia, serviços e programação cultural. A organização estima ainda a geração de cerca de 30 mil empregos diretos, considerando os períodos de montagem, realização e desmontagem do evento.

Teutônia no centro do agro

A American Nutrients recebeu um dos principais reconhecimentos desta edição, vencendo a categoria Antes da Porteira, no 14º Prêmio Vencedores do Agronegócio, promovido pela Federasul. O reconhecimento foi entregue na quarta-feira (2/9). O produto é desenvolvido em parceria com a Lactalis do Brasil e envolve o Muucare Nature, aditivo alimentar natural e brasileiro utilizado na nutrição de vacas leiteiras.


American Nutrients e Lactalis receberam o 14º Prêmio Vencedores do Agronegócio / Crédito: Anderson Lopes

A tecnologia promove saúde ruminal, melhora a digestibilidade e o aproveitamento dos nutrientes e reduz em cerca de 30% a emissão de metano por litro de leite. Para Claus Kettermann, CEO da American Nutrients, a premiação representa mais do que um troféu. É uma chancela para uma tecnologia desenvolvida para responder a uma das principais demandas do agro contemporâneo. É preciso produzir mais, com eficiência e menor impacto ambiental.

“É um produto inovador para o agronegócio”, avalia Kettermann. A parceria com a Lactalis é considerada estratégica justamente porque conecta a indústria de nutrição animal diretamente à cadeia leiteira. O produto chega às propriedades por meio de uma das maiores empresas do setor de lácteos, permitindo que a tecnologia seja aplicada dentro dos sistemas produtivos.

Patrícia Fontoura, representante da Lactalis, destaca que a relação entre as empresas já é anterior ao projeto premiado. Para ela, a conquista reforça uma estratégia que combina sustentabilidade, eficiência produtiva e apoio aos produtores.

“É um projeto especialmente inovador” e alinhado à proposta da Lactalis de ajudar o produtor a produzir de maneira mais eficiente, com rebanhos mais saudáveis”, resume. As empresas, cooperativas, universidades e produtores precisam trabalhar conjuntamente para que os ganhos de produtividade e sustentabilidade sejam compartilhados. “Os produtores são a base do nosso negócio”, afirma Patrícia.

Tecnologia para aumentar eficiência

A busca por eficiência também aparece nas soluções apresentadas pela MilkParts, de Westfália. Conforme o comprador da empresa, Claudir Kliks, a Expointer serve para encontrar produtores interessados em novas tecnologias e estabelecer contatos que podem se transformar em negócios nos meses seguintes.


Milk Parts e o colchão de água importado do Canadá / Crédito: Anderson Lopes

Trabalha com equipamentos para diferentes tamanhos de propriedades leiteiras, desde sistemas de ordenha balde ao pé até estruturas canalizadas para rebanhos maiores. Nesta edição, a principal novidade é um colchão de água importado do Canadá, comercializado com exclusividade no Brasil pela empresa. A solução é voltada ao conforto dos animais e pode reduzir a necessidade de utilização de serragem nas camas.

O equipamento possui garantia de 10 anos e permite que o produtor utilize apenas uma camada fina de serragem. Além da redução do consumo de material e do trabalho necessário para manutenção, a proposta é proporcionar maior conforto às vacas.

A Ordemax, empresa de Lajeado do setor de equipamentos para produção leiteira, também marcou presença. O diretor Athos Borstel observa que, em cerca de duas décadas de participação, a transformação tecnológica da Expointer também representa a evolução do próprio campo. “Cada ano se evolui de modo rápido”, resume.

Tecnologia para novos desafios

A Cerca Elétrica Zebu, instalada entre Lajeado e Cruzeiro do Sul, utiliza a Expointer como ponto de contato com clientes e parceiros de diferentes regiões. Neco Borges, representante da empresa, apresenta nesta edição o Java 300, eletrificador desenvolvido para atuar na proteção de propriedades diante da presença de javalis.

A proposta é oferecer um equipamento de maior potência e velocidade de pulso, buscando dificultar a invasão dos animais em propriedades rurais. A empresa participa da Expointer há pelo menos uma década. Como a Zebu atua em diferentes países da América Latina, a feira também serve como ponto de abertura de mercados.


José Antônio Hickmann e Neco Borges da Zebu / Crédito: Anderson Lopes

Diamond na Expointer

Embora não pertença diretamente à cadeia tradicional de máquinas, animais ou insumos agropecuários, a Diamond Construtora, de Lajeado vê na Expointer uma oportunidade para se conectar com um público que movimenta diferentes setores da economia.

O diretor Gustavo Schmidt explica que a construtora utiliza o evento para posicionamento de marca e prospecção. No estande, apresenta maquetes de empreendimentos de Gramado e Lajeado e busca aproximar consumidores de outras regiões do Estado dos projetos desenvolvidos pela empresa.

A participação já resultou em negócios, mas o principal resultado da feira está na construção de relacionamentos que podem amadurecer posteriormente. A lógica é diferente da comercialização de um produto de consumo imediato. O cliente precisa conhecer o empreendimento, avaliar o investimento e tomar uma decisão com segurança.


Gustavo Schmitd, Diretor da Diamond / Crédito: Anderson Lopes

Agricultura familiar

No Pavilhão da Agricultura Familiar, são 509 expositores de 216 municípios gaúchos. Entre os expositores está o Viveiro GM, de Travesseiro. Para Giovani Bettio, o início da feira foi marcado pela influência da chuva, mas a melhora do tempo mudou o movimento. O empreendimento trabalha com flores, folhagens, mudas, gerânios, chás e temperos. A Expointer é uma estreia para o viveiro.

A melhora do clima foi percebida pela Vinícola Sítio Rosa do Vale, de Poço das Antas. A representante da empresa, Carmen Lúcia relata que o público aumentou com a chegada do sol e que os visitantes apresentam perfis variados. Alguns já chegam sabendo exatamente qual vinho desejam. Entre as novidades está o vinho branco Lorena, elaborado com uva branca e apresentado como um vinho seco de menor acidez.

A mesma estratégia é adotada pelo Mel Encantado, de Encantado. Ari Antônio de Conto participa pela quarta vez da Expointer e conhece o comportamento do público. O estande oferece mel, própolis, geleias e mel em favo. A degustação é parte importante da experiência e ajuda a transformar o visitante em consumidor.

Estrela aposta em visibilidade

De Estrela, a Himmel Bier também utiliza a Expointer como vitrine. Esta é a terceira participação da cervejaria no evento. O objetivo é alcançar um público maior e levar a marca para consumidores que talvez ainda não tenham contato com o produto no Vale do Taquari.

A participação, no entanto, não se limita ao faturamento no próprio estande. A feira já ajuda a abrir portas para novos mercados e atrair consumidores para conhecer a produção na região.


Himmel Bier participa pela terceira vez da Expointer / Crédito: Anderson Lopes

De Forquetinha, a Agroindústria Cativa também encontrou na Expointer uma oportunidade para unir identidade regional e criatividade. Lisete Stoll, destaca que a feira funciona como vitrine. A comercialização é importante, mas o produto apresentado ao público pode gerar negócios depois do encerramento do evento.

Entre os itens que chamam atenção está o chamado “pão bandeira”. A receita utiliza beterraba, cenoura e espinafre para produzir naturalmente as cores vermelha, amarela e verde. O resultado é um pão colorido que ganhou dos próprios visitantes o apelido relacionado à bandeira do Rio Grande do Sul. A Cativa participa pela quarta vez da Expointer.


Lisete Stoll, Agroindústria Cativa / Crédito: Anderson Lopes
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