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O trabalho que transforma descarte em sustentabilidade

Entre sacos e materiais recicláveis, Osmar segue pelas ruas com seu carretão, ajudando a dar um novo destino ao que seria descartado / Crédito: Rafaela Zappaz

Quando a maior parte da cidade ainda está dormindo, Osmar Stamm já está se preparando para sair. Aos 71 anos, o reciclador de lixo começa a jornada por volta das 2h da madrugada. Até ficar pronto e chegar às ruas, o relógio avança, mas o dia de trabalho está apenas começando.

Ainda é noite quando Osmar deixa a casa para começar a coleta. As ruas estão mais silenciosas, mas o movimento não para completamente. Para se tornar mais visível e enxergar por onde passa, ele conta com dois aliados durante o percurso: uma lanterna e o pisca instalado no carretão. Mesmo com esses cuidados, a atenção precisa ser constante. “Às 2 horas da manhã é noite, mas ainda tem movimento”, explica.

Natural de Três Passos e morador de Teutônia desde 1990, Osmar conhece bem a rotina. A coleta segue até perto das 11 horas, e, depois, há um intervalo para descansar e tomar um fôlego antes de retomar a reciclagem.

Percorrer as ruas nesse horário exige atenção. Além do movimento, há outro perigo que faz parte do cotidiano de quem trabalha diretamente com o que foi descartado: materiais que podem machucar. Vidros quebrados e outros materiais cortantes estão entre os maiores riscos. Osmar já sofreu um corte durante uma coleta feita de madrugada e precisou de socorro, por isso, procura estar sempre preparado, mantendo equipamentos de proteção e curativos consigo.

A experiência também reforça uma preocupação que ele gostaria de ver mais presente no momento do descarte. Materiais recicláveis precisam estar organizados e, principalmente, objetos que podem causar ferimentos devem ser descartados de maneira segura.

O valor no descarte

Com seu carretão, Osmar recolhe diferentes materiais pelas ruas. Latinhas de alumínio, PET, plásticos e papelão fazem parte da coleta, mas nem todos têm o mesmo valor.

As latinhas aparecem em primeiro lugar porque, atualmente, o alumínio está mais valorizado. É também esse conhecimento sobre os materiais que orienta o que ele procura com mais atenção durante o percurso.

Ao longo dos dias, os materiais vão se acumulando até chegar o momento da entrega, realizada duas vezes por mês. O carretão, que acompanha Osmar pelas ruas, vai ficando cheio enquanto mais uma jornada é construída.

Descarte seguro também é cuidado

O modo como os materiais são colocados no lixo pode fazer diferença para quem trabalha com a coleta e a reciclagem. Objetos cortantes, como vidros quebrados, exigem atenção especial para evitar acidentes durante o manuseio.

Como fazer

Vidros quebrados: envolva os pedaços com papelão, jornal ou outro material resistente antes de colocá-los no lixo. Se possível, utilize uma embalagem rígida e identifique que há vidro no interior.

Materiais cortantes: nunca os deixe soltos dentro de sacolas. Proteja as pontas e partes que possam causar ferimentos.

Recicláveis: sempre que possível, mantenha os materiais separados e em condições que facilitem a identificação e a coleta.

Objetos perigosos: não misture materiais que possam machucar ou oferecer risco com os demais recicláveis.

Na dúvida: priorize sempre a segurança de quem fará o manuseio do material depois do descarte.

Um descarte feito com cuidado pode evitar acidentes e tornar mais seguro o trabalho de quem está nas ruas fazendo a coleta.

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