Uma operação nacional contra o crime organizado cumpre, nesta quarta-feira (16/9), 106 prisões e 173 mandados de busca e apreensão em 19 estados. As ações investigam grupos suspeitos de envolvimento em crimes como tráfico de drogas e armas, homicídios, extorsão e lavagem de dinheiro.
Batizada de Força Integrada IV, a operação reúne 20 bases das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), coordenadas pela Polícia Federal e compostas por diferentes órgãos de segurança.
As decisões judiciais também determinaram o bloqueio e outras restrições sobre mais de R$ 508 milhões em bens e valores. Entre os alvos estão imóveis, veículos, dinheiro e outros patrimônios que, segundo as investigações, estariam relacionados aos grupos investigados.
A maior medida patrimonial ocorre no Tocantins, onde a Operação Rota Araguaia II investiga um núcleo logístico e financeiro ligado ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de dinheiro. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 412,5 milhões.
Na Bahia, a Operação Eirene II cumpre 45 prisões e 57 mandados de busca contra uma organização investigada por tráfico, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas. Também foram determinadas medidas sobre mais de R$ 12 milhões em patrimônio.
Em Mato Grosso do Sul, uma investigação sobre uma organização criminosa com atuação em diferentes estados resultou em 14 mandados de busca e 2 prisões, além da autorização para apreensão de bens e valores de até R$ 75 milhões.
Também participam da mobilização equipes da Ficco na Paraíba, Acre, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Pernambuco, Roraima, Ceará, Amapá, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Pará e Rio Grande do Sul.
As forças integradas envolvem Polícia Federal, polícias civis, militares e penais, Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais e outros órgãos de segurança.
