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Airton Artus defende equilíbrio entre economia e políticas públicas

Airton Artus / Crédito: Lucas Leandro Brune

Airton Artus, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), concorre a uma vaga como deputado estadual titular. “Acredito que posso colaborar por dentro da política. Às vezes, chega num ponto que, se tu quer fazer uma modificação, tem que ser por dentro, tem que ser participando”, afirma.

Artus é médico de formação, mas atua na política desde 1996. Já passou pelos cargos de vereador, secretário, vice-prefeito e prefeito em Venâncio Aires. “Eu sou médico, trabalho em Venâncio Aires, trabalhei por 30 anos nas unidades de saúde e no hospital, e nos últimos anos trabalho como médico do trabalho e atuo na política”, conta. O candidato também já trabalhou na Assembleia Legislativa. “Em 2022 concorri a deputado. Fiquei na primeira suplência e assumi em 2023”, diz.

Artus busca o equilíbrio entre capital e trabalho. “Para defender o trabalhador, para defender as pessoas que precisam de escola pública e que precisam do Sistema Único de Saúde (SUS), temos que ter desenvolvimento econômico. O desenvolvimento econômico é a base de tudo”, explica.

Também defende a reestruturação do fluxo de atendimento do SUS. Artus aponta o tempo de espera entre a consulta inicial, a realização de exames diagnósticos e a definição do tratamento como o principal gargalo.

O candidato propõe a criação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) regional em Teutônia, para a cobrir também os municípios próximos. O médico apoia a ampliação do Projeto Pró-Hospitais, reajuste da tabela SUS e securitização das dívidas bancárias hospitalares.

Logística

O candidato aponta que rodovias como a ERS-130, a ERS-453 e a ERS-128 já deveriam estar duplicadas. Para Artus, as concessões se tornaram inevitáveis. “Nós temos que sentar e estudar essas questões, chamar os técnicos, chamar os engenheiros. Não adianta só fazer uma gritaria. Eu vejo colegas deputados que são contra a concessão, mas eu vou visitar as cidades deles e é uma vergonha as entradas”, argumenta.

Defende que o sistema Free Flow de cobrança foi mal implantado e mal comunicado. “Então é inadmissível que nós políticos não tem tenhamos a capacidade de resolver essa questão de infraestrutura de uma maneira que a gente não prejudique a população”. Artus argumenta a implantação de um período educativo com isenção, distribuição de tags e explicação do formato.
Sugere o uso de inteligência artificial para segmentar o valor dos portões de cobrança. A ideia é garantir tarifas baseadas no trajeto diário, evitando penalizar trabalhadores que se deslocam entre municípios vizinhos, como Teutônia, Estrela, Lajeado e Arroio do Meio.

Impostos

A proposta do candidato prevê o adiamento da implantação total da Reforma Tributária. Segundo ele, a mudança do modelo de cobrança de impostos da origem para o destino ameaça inviabilizar a situação financeira de pequenos municípios agrícolas, além de trazer prejuízos às empresas enquadradas no Simples Nacional.

Burocracia

Outro ponto levantado pelo candidato é o excesso de regulamentação e a morosidade de emissão de licenças ambientais e sanitárias. Para ele, a situação paralisa novos investimentos e o Estado deve atuar como um agente facilitador do crescimento econômico.

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