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Escola Augustin se destaca na Mostra da Educação Profissional do Rio Grande do Sul

Os alunos estiveram nesta semana em Porto Alegre para participar de pitchs classificatórios / Crédito: Divulgação

A Escola Estadual de Ensino Médio Reynaldo Affonso Augustin, do Bairro Canabarro, conquistou espaço entre os 25 melhores projetos da etapa estadual da Mostra da Educação Profissional do Rio Grande do Sul (MEP), realizada em Porto Alegre. Os dois trabalhos apresentados pela escola avançaram à final entre mais de 200 projetos inscritos em todo o Estado.

A classificação representa um resultado significativo para a instituição, que está no primeiro ano de oferta da educação profissional. Na etapa regional da 3ª Coordenadoria Regional de Educação (3ª CRE), quatro projetos foram selecionados para representar o Vale do Taquari na fase estadual e dois deles do Augustin.

Um dos projetos é o EmpregaVoz, desenvolvido pelos estudantes Rafaela Dannebrock e Gabriel Junqueira, do Curso Técnico em Administração, com orientação do professor Sérgio Schuster. A proposta surgiu a partir de discussões nas aulas de Recursos Humanos sobre acessibilidade em entrevistas de emprego. O grupo desenvolveu um protótipo de aplicativo que permite que pessoas com dificuldades na fala escrevam suas respostas, que são convertidas em voz durante a entrevista.

“O principal desafio foi transformar essa ideia em uma solução prática, e conseguimos desenvolver um protótipo do aplicativo totalmente funcional e navegável”, relatam os estudantes. A expectativa é que a ferramenta possa futuramente ser utilizada por empresas e contribua para processos seletivos mais acessíveis.

O segundo projeto, Conecta RS – Tudo em um só lugar, foi desenvolvido pelas estudantes Lara Faleiro Lucas e Pâmela Dutra Glapinski, do Curso Técnico em Administração integrado ao Ensino Médio em tempo integral. A orientação é do professor Vitor Fontoura, com coorientação do professor e coordenador do curso, Moacir Peters.

A proposta busca aproximar jovens de informações sobre cursos, benefícios, políticas públicas e oportunidades de trabalho. O aplicativo também reúne recursos como informações sobre transporte e possibilidades de emprego, com o objetivo de facilitar o acesso dos estudantes a oportunidades e contribuir para a permanência na escola. “Nós vivemos o ensino integral diariamente e sabemos como a falta de informação pode fazer diferença na vida de um estudante”, explicam Lara e Pâmela. Para elas, o desafio foi transformar essa percepção em uma solução prática e viável.

Orgulho da escola pública

Para o professor Moacir Peters, coordenador do Curso Técnico em Administração, o resultado tem um significado especial por ocorrer justamente no primeiro ano da formação profissional na escola. Além disso, o docente menciona a preocupação do educandário em formar cidadãos com consciência de classe. “Os projetos não chegaram à etapa estadual apenas pelo trabalho individual de alguém. Eles foram sendo construídos pelas mãos de estudantes, professores, coordenação, equipe diretiva e de todos aqueles que, em algum momento, contribuíram para que uma dificuldade fosse superada”, disse Moacir Peters.

A classificação dos dois projetos entre os 25 finalistas também é celebrada pela equipe como um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela escola pública. Soma-se a isso, a capacidade dos estudantes de transformar questões sociais e de inclusão presentes em seu cotidiano em propostas de inclusão e acesso a oportunidades.

Para Moacir, a experiência reforça o papel da educação profissional na formação dos jovens. “No final, não estamos falando apenas de uma classificação. Estamos falando de quatro jovens que têm um mundo inteiro pela frente e que mostraram do que são capazes.”

Os dois projetos chegaram à etapa final da MEP, que encerrou nesta quinta (17/9), representando a Escola Augustin e a 3ª CRE.

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