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Feira do Livro promove encontro entre leitores, contos e imaginação

Feira do Livro incentiva o contato das crianças com a literatura / Crédito: Rafaela Dannebrock

A Feira do Livro de Poço das Antas ocorreu nesta quinta e sexta-feira (24 e 25/9) na Associação Sóciocultural de Poço das Antas (Sascpa). Para a secretária de Educação, Cultura, Desporto e Turismo, Ivanise Maria Schneider Flach, a leitura está relacionado à formação dos estudantes. “Além de ler, nós temos como objetivo que isso abra o horizonte das centros para que no futuro, também, o encontro de um atempo para transformar a nossa sociedade também para melhor”, declara.

O prefeito de Poço das Antas, Glicério Ivo Junges, também destacou o papel da leitura na aquisição de conhecimento. “Pequenos ou grandes, não interessa. Todos nós podemos saber mais. Lendo um livro, nós sabemos mais”, diz.

Além da comercialização de livros, a programação incluiu atividades artísticas e culturais e o reconhecimento de talentos locais. As soberanas Sandy Cristina Lermen, Maeli Cristine Flach e Kellen de Brites Zirbes abrlhantaram a abertura do evento com a apresentação do traje oficial.

O autor do logo e slogan da Feira do Livro, Martin Fernando Fritzen da Silva, foi premiado. Os autores dos melhores registros do 5º Concurso Fotográfico também foram reconhecidos. O primeiro lugar ficou com Rodrigo da Costa Brochier. Na sequência, foram classificadas Tatiane Ertel Richter e Cláudia Liane Peixoto.

O público também pôde acompanhar a exibição de curtas-metragens produzidos pelos alunos da Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Poço das Antas e a apresentação da peça teatral “O Pequeno Príncipe”.


As histórias saem dos livros e ganham vida em Poço das Antas / Crédito: Letícia Echer

A autora Eleonora Medeiros visitou o evento na sexta-feira. Eleonora destacou a importância de criar momentos de contato entre as crianças e os livros. “Essa feira está sendo muito emocionante. É uma feira que nós percebemos que tem muito afeto, muita alegria, muita imaginação”, comemora.

Eleonora também ressaltou que professores e familiares podem ajudar a despertar o encantamento presente nos livros. “Quando entra o mediador, que é o professor, alguém da biblioteca, um pai, uma mãe, todo o encantamento que tá ali preso dentro daquele pedacinho de papel, se revela e a literatura de verdade acontece. Contem histórias, é isso que faz uma pessoa gostar da literatura”.

A autora também destacou a importância de iniciativas que ampliem o acesso aos livros. “O acesso ao livro hoje no Brasil é um pouquinho complicado. Mas que coisa boa quando uma cidade consegue organizar esse momento que oferece esse acesso”, afirmou.

Livros viram inspiração

As atividades escolares expostas foram desenvolvidas a partir de obras da autora e buscaram aproximar os alunos da leitura. A professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Leo Pedro Schneider, Lisiane Aparecida Duarte, trabalhou o livro “Lá na Casa da Tia Cutia” com os alunos do 1º ano. “É muito importante envolver a família nesse processo. Como a história era lá na casa da Tia Cutia, eles representaram como é sua casa com a família. Além disso, cada um fez o seu lanche preferido com a família e mandou para a escola”, explica.

A atividade envolveu também as famílias e abordou temas como alimentação saudável. “Eu tenho a sorte e o privilégio de ter famílias que acompanham todo esse processo. Nós retiramos livros na biblioteca toda semana, eles levam para casa e a partir disso a gente desenvolve as atividades”, explica Lisiane.

O incentivo à leitura ocorre ao longo de todo o ano letivo, também com a participação das famílias. “Como isso é interessante e importante para eles nesse mundo das telas. Tendo a oportunidade de ter uma livraria disponível para eles poderem comprar um livrinho e escolherem, isso é muito interessante também. E como eles já estão lendo, eles mesmo já podem escolher as obras”, afirma.

Já Ketelove Marcenat, do 5º ano, produziu um conto a partir do livro “Comadre Onça”.“Nós pesquisamos os animais que tinha no livro, tinha vários animais, fizemos um resumo e também fez um conto”, explica. Ketelove aprovou a feira: “A feira está bem legal. Tem livros legais, diferentes. Comprei um livro ontem”.

A partir da leitura, Ketelove criou seu próprio conto / Crédito: Rafaela Dannebrock
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