Emanuel Hassen de Jesus é filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e busca uma vaga na Assembleia Legislativa. Natural de Taquari, foi prefeito do município por dois mandatos (2013 a 2020) e presidiu a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) durante o período da pandemia.
Na eleição anterior, foi candidato a Assembleia Legislativa, ficando na terceira suplência da sigla – faltou pouco para se eleger. Esteve à frente da Secretaria de Reconstrução do Estado do Governo Federal após as enchentes no Rio Grande do Sul. “Se naquela eleição eu já me sentia preparado para ser o deputado estadual do Vale do Taquari, nesta mais ainda. Eu não cheguei ontem aqui na região. São décadas conversando sobre Taquari e as questões regionais. Eu quero continuar esse trabalho sendo deputado estadual da nossa região”, afirma.
O candidato coloca logística, saúde e reconstrução como as principais bandeiras. Na saúde, busca o fortalecimento dos hospitais do Vale para evitar o deslocamento frequente de pacientes até Porto Alegre ou Canoas. “Eu digo tudo isto com quem resultado de quem já fez. Só nos hospitais, por exemplo, nós colocamos mais de R$ 50 milhões aqui na região. No Hospital Ouro Branco, são mais de R$ 8 milhões para compra de equipamentos, assim como R$ 35 milhões no Hospital Bruno Born”, relata.
Maneco ainda critica o programa Assistir do Governo do Rio Grande do Sul por concentrar recursos na capital e defende maior regionalização.
Com relação à reconstrução, apoia a continuidade no envio de recursos e conclusão de obras de infraestrutura e moradia iniciadas após as enchentes. “A bandeira da reconstrução está no meu DNA. Depois desses dois anos de muito trabalho neste tema, os resultados são enormes em toda a região”, declara.
Ressalta que, no trabalho de reconstrução, atendeu prefeitos e entidades de diversas orientações partidárias. “Independentemente do partido que estiver no governo, eu tenho que ter capacidade de dialogar com todo mundo”, sustenta.
Na área de infraestrutura, defende a melhoria na capacidade do trânsito e no escoamento da produção. “Esta mesma estrada que melhora a nossa logística, ela também viabiliza um melhor acesso ao outro tema que para nós é importante, que é o turismo, especialmente depois do Cristo protetor de Encantado”, argumenta.
Defende o uso de R$ 2 bilhões em recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para que o Estado execute a duplicação de aproximadamente 130 km de rodovias e acessos municipais, dispensando a dependência imediata do modelo de pedágio privado.
Burocracia
Propõe a modernização da legislação e a utilização de inteligência artificial para agilizar processos de licenciamento na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e demais órgãos estaduais. “Não é só na Fepam. O maior problema, na minha opinião, deste trabalho toda de reconstrução, foi a burocracia e a demora. E a não é um problema do governo A, B ou C, é de todos, porque o sistema foi feito para ser demorado”.
Educação
Defende o cumprimento dos repasses constitucionais para universidades comunitárias e a melhoria do piso salarial dos professores. “A Constituição do estado prevê a aplicação de recursos mínimos nas universidades comunitárias, por exemplo. Nós temos que fazer o governo do estado cumprir essa legislação, porque ela abre portas para qualificar a mão de obra. Nós precisamos incentivar as pessoas a voltarem a ter o apreço pela área de educação”, conclui.
