A nova ponte que liga as comunidades de Linha Clara e Pontes Filho oferece mais segurança aos motoristas e maior capacidade para o escoamento das águas do Arroio Boa Vista. A estrutura substitui a antiga passagem, que foi afetada pela enchente de maio de 2024.
A Defesa Civil Nacional aprovou o empenho de R$ 1,224 milhão para a construção da nova ponte. A estrutura tem 30 metros de extensão, 8,5 metros de largura e é 1,5 metro mais alta que a anterior. Ao todo, são 255 metros quadrados de área construída.
A nova passagem permite o tráfego simultâneo de veículos nos dois sentidos. A antiga ponte era mais estreita, só tinha passagem em um sentido por vez e exigia maior atenção dos motoristas durante a travessia.
A ponte atual não possui o pilar central que existia na construção anterior. A retirada do antigo apoio amplia o espaço para a passagem da água e reduz a possibilidade de represamento de vegetação e outros detritos durante as cheias.
O secretário de Obras, Viação e Transporte de Teutônia, Ariberto Magedanz, destaca que a ponte em Pontes Filho estava entre os pontos mais afetados pela força das águas. “Um dos pontos onde sempre ocorriam os alagamentos e o transbordamento de águas, principalmente nas enchentes que tivemos nos últimos anos, sempre foi Pontes Filho, na ponte antiga”, afirma.
A eficiência da nova estrutura foi colocada à prova na segunda-feira (21/9), quando as fortes chuvas elevaram o nível do Arroio Boa Vista em aproximadamente sete metros. Mesmo com a cheia, a ponte permitiu o trânsito normalmente. “A nova Ponte de Pontes Filho está fazendo o seu trabalho, que é escoar a água do Arroio Boa Vista em condições suportáveis”, destaca Magedanz.
Prevenção
Para o coordenador da Defesa Civil de Teutônia, Marco Antônio Frank, o aumento da altura da estrutura e a ampliação do vão em relação à antiga passagem são fatores que ajudam a reduzir os impactos, mas o desassoreamento também contribuiu. O processo se baseia na limpeza e remoção do excesso de areia, lama, pedras, lixo e vegetação no fundo dos cursos d’água.
Frank ressalta que a redução dos impactos de enchentes depende de um conjunto de medidas. “Tudo ajuda. Se houver a questão de recuperação da mata ciliar, também vai ajudar”, explica.
O coordenador destaca ainda que medidas simples, como o descarte correto de resíduos, também fazem parte dessa prevenção. “Então, não é uma ação que vai resolver. São um conjunto de ações”, argumenta.
Apesar dos avanços, o coordenador reforça que nenhuma dessas medidas é capaz de impedir uma enchente de grandes proporções como em 2024. “A questão de evitar enchente, isso não tem como, a depender do tamanho dela. Por exemplo, mais uma de maio de 2024 não tem nada que faça com que não aconteça enchente, pelo volume de água que caiu”, conclui.
