Marcel van Hattem é filiado ao Partido Novo, atua como deputado federal e busca uma vaga no Senado. “Para mim uma reeleição estaria bem encaminhado porque as duas passadas foram com excelentes votações e o meu mandato tem sido reconhecido, mas não dá mais para continuar na Câmara dos Deputados vendo o Senado não agir na crise mais profunda que nós conhecemos na democracia brasileira”, pontua.
O candidato classifica o Senado como omisso ao não julgar eventuais crimes de responsabilidade ou fiscalizar o Superior Tribunal Federal (STF). Defende que é necessário eleger uma nova maioria no Senado para trocar a presidência da Casa, aprovar projetos contra a corrupção e a criminalidade e reduzir impostos.
Van Hattem ressalta a campanha conjugada com o candidato Ubiratan Sanderson (PL) e afirma que ambos formam a chapa da direita no Rio Grande do Sul. “Isso precisa ficar bem claro. Qualquer voto fora de Sanderson e Marcelo vai ajudar a eleger eventualmente os candidatos da esquerda”, afirma.
Filas na saúde
Marcel apresenta o projeto “Fila Zero na Saúde”, que fixa prazos máximos para consultas e exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Caso o atendimento público não ocorra no prazo legal, o paciente recebe um vale do governo para ser atendido na rede privada com custeio do SUS. “Já protocolei na Câmara e vamos tentar aprovar ainda esse ano. Se não der, vou protocolar no Senado”, declara.
Van Hattem critica a distribuição de recursos. “Para perdoar a dívida de Cuba, da Venezuela tem dinheiro. Para perdoar as multas das empresas da Lava Jato não tinha problema. Então nós precisamos dar prioridade para a saúde”, argumenta. O candidato também se comprometeu a apoiar o Hospital Ouro Branco (HOB) no Senado.
Pedágios
Com relação à concessão de rodovias, critica o atual modelo de pedágios e defende sua alteração ou cancelamento. “O modelo do atual governo não funcionou antes mesmo ser implementado”, diz.
O candidato afirma que o sistema sem cancela pode funcionar, desde que haja comunicação com a população. “Eu não sou contra o modelo free-flow. Ele funciona nos Estados Unidos, em países desenvolvidos. O problema é que implementaram sem avisar. As pessoas começaram a receber multa sem saber nem que era cobrado pedágio. Isso é um absurdo. Tem que ter boa comunicação para ter um bom modelo de pedágio”, defende.
Van Hattem sugere que o valor pago em pedágios seja descontado do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). “Por que não descontar do IPVA? isso é um projeto que há anos eu propus: você paga todo ano IPVA tinha que apresentar no final do ano os recibos todos do pedágio você pagou e pedir pro governo descontar do teu IPVA nenhum governo deixou aprovar”, explica.
Reforma tributária
O candidato destaca que votou contra a reforma tributária aprovada e defende sua revogação e reestruturação. Critica a indefinição das alíquotas por parte do governo federal e aponta prejuízos aos municípios de perfil produtivo e agrícola.
Van Hattem apoia a aprovação do Fundo Constitucional do Sul e do Sudeste na Câmara e no Senado, além de propor o aumento de 1 ponto percentual no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “Nós precisamos equalizar. O Centro-Oeste tem fundo, o Norte tem fundo, o Nordeste tem fundo e nós mandamos o nosso dinheiro para as outras regiões. O Rio Grande do Sul está empobrecendo e esse dinheiro que vai pros outros estados. Em lugar de aliviar a pobreza, tem ido muitas vezes para o bolso de político corrupto,, para elites que desviam o dinheiro e não vai pra população”, conclui.
