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Brasil busca novos negócios na Tokyo Game Show

Espaço Brazil Games aproxima estúdios brasileiros de parceiros internacionais / Crédito: Elifas de Vargas

A Tokyo Game Show chegou aos 30 anos com uma vitrine que vai além do entretenimento. A feira japonesa reuniu tecnologia, criação de personagens e oportunidades comerciais, enquanto estúdios brasileiros buscaram ampliar sua presença internacional.

O evento ocorreu de 17 a 21 de setembro, no Makuhari Messe, em Chiba, na região metropolitana de Tóquio. A edição de 2026 teve cinco dias pela primeira vez. Os dois primeiros atenderam profissionais do setor, e os três seguintes receberam o público.

A programação refletiu a transformação dos games desde a primeira edição, em 1996. Desenvolvedores, investidores, fabricantes e empresas responsáveis pela publicação de jogos compartilham um mercado que também explora histórias e personagens em outros produtos.

Do Brasil para o Japão

A Venn Studios encontrou nesse ambiente uma oportunidade para rever sua estratégia. A chefe de design do estúdio, Rafaella Bianck, relata que uma participação anterior na feira aproximou a empresa de companhias como Bandai e Sega.

O contato ocorreu por meio do projeto de internacionalização da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Games (Abragames), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A experiência levou o estúdio a enxergar seus jogos como propriedades intelectuais capazes de gerar novos produtos e conectar diferentes histórias. A Sega, responsável por Sonic, foi uma das referências. “A partir disso, a gente começou a ver os nossos jogos como possíveis IPs. A gente quer expandir o universo de todos os nossos jogos”, explica Rafaella.

O estúdio passou a participar de outros eventos internacionais e voltou ao Japão com o objetivo de fortalecer sua marca. “A ideia realmente é as pessoas conhecerem o nosso estúdio, não só os nossos jogos de maneira individual”, afirma.

Abrir mercados

O Brazil Games, projeto setorial da Abragames com a ApexBrasil, apoia esse movimento. A iniciativa busca capacitar empresas e criar oportunidades por meio de feiras, missões empresariais e rodadas de negócios.

A executiva de desenvolvimento de negócios da Abragames, Gabriela Brandão, conhecida como Gab, destaca a importância dessa estrutura para aproximar os estúdios de parceiros internacionais. “A gente está o tempo todo tentando fazer essas missões internacionais com o objetivo de trazer a cultura brasileira para o exterior, mostrar o potencial do mercado brasileiro e facilitar essas conexões para os estúdios do Brasil”, afirma.

Na feira, o espaço brasileiro combinou apresentação ao público e reuniões comerciais. Os visitantes puderam experimentar os jogos, enquanto empresas responsáveis pela publicação e distribuição conheceram projetos e avaliaram possibilidades de parceria.

Esse contato pode abrir caminhos para investimentos e acordos comerciais. A internacionalização envolve jogos, mas também serviços, tecnologia, personagens e histórias que podem alcançar outros mercados.

A Venn pretende avançar nas duas frentes. “A gente quer conquistar o mercado nacional, mas a gente também quer expandir internacionalmente”, diz Rafaella. A presença brasileira na feira mostra como os estúdios buscam transformar criatividade em oportunidades de negócios.

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