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Auditoria resgata 34 trabalhadores em condições análogas à escravidão em Taquari

A Auditoria-Fiscal do Trabalho resgatou 34 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em Taquari. A operação começou em 8 de outubro e segue em andamento. O caso é considerado o maior resgate desse tipo já realizado no Vale do Taquari.

Os trabalhadores atuavam na colheita de batatas e estavam alojados em um salão comunitário improvisado, sem camas, dormitórios adequados ou instalações sanitárias suficientes. Muitos dormiam em colchões no chão, sobre mesas ou embaixo delas, expostos ao frio e a condições precárias de higiene.

Nas lavouras, a fiscalização constatou a falta de banheiros, de locais apropriados para refeições e de equipamentos de proteção individual. Parte dos trabalhadores também não possuía registro formal e recebia por produção, ficando sem remuneração nos dias de chuva. O fornecimento de alimentação estava condicionado ao trabalho diário.

O grupo era formado por pessoas com idades entre 21 e 51 anos, incluindo 2 mulheres e um cidadão senegalês. A maioria era de outros estados e havia se deslocado da região dos Campos de Cima da Serra para trabalhar na colheita.

Após a fiscalização, o empregador foi notificado a regularizar os vínculos trabalhistas, pagar as verbas rescisórias e providenciar o retorno dos trabalhadores às suas localidades de origem. As medidas foram cumpridas.

Os 34 trabalhadores também tiveram encaminhado o acesso ao Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado, benefício que garante o pagamento de 1 salário mínimo mensal durante 6 meses.

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