Ícone do site Folha Popular

Morre Guerrinha, referência do jornalismo esportivo gaúcho, aos 70 anos

Guerrinha foi um ícone do jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul - Crédito: Divulgação

Guerrinha foi um ícone do jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul - Crédito: Divulgação

O jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul perdeu um de seus nomes mais marcantes. Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morreu nesta quarta-feira (28/10), aos 70 anos, em Porto Alegre.

O comunicador estava internado no Instituto de Cardiologia desde domingo (25/10), após uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado.

Com mais de cinco décadas dedicadas à comunicação, Guerrinha construiu trajetória reconhecida pela versatilidade, pelo conhecimento esportivo e estilo irreverente.

Filho do rádio-ator e comunicador Adroaldo Guerra, conhecido como Vovô Guerra, Guerrinha cresceu próximo ao universo da comunicação. Do pai, herdou especialmente a paixão pelo turfe, que abriu as portas para sua trajetória profissional.

Formado em Jornalismo pela PUCRS, publicou seus primeiros textos no extinto Jornal Hoje, da RBS, ainda nos anos 1970. Depois, acompanhou o cotidiano do Jockey Club para a Folha da Manhã e o Correio do Povo, antes de retornar ao Grupo RBS, em 1983, para escrever sobre corridas de cavalos no jornal Zero Hora.

Em 1993, passou a trabalhar com futebol, ao assumir a cobertura do Internacional, seu time do coração.

Do jornal ao rádio

Guerrinha chegou aos microfones da Rádio Gaúcha em 1999, ao lado de Paulo Roberto Falcão, no programa Falcão na Gaúcha. No ano seguinte, estreou a coluna Guerra Total, no Diário Gaúcho. Em 2004, foi convidado a substituir Kenny Braga durante as férias no Sala de Redação e consolidou seu espaço na tradicional bancada esportiva.

O comentarista ficou conhecido pelas tiradas bem-humoradas, pelo sarcasmo e pela capacidade de transformar análises esportivas em frases que repercutiam entre torcedores.

Mesmo identificado com o Internacional, conquistou ouvintes de diferentes clubes pela personalidade e pela maneira particular de interpretar o futebol.

Ao longo dos anos, também atuou como repórter, editor, colunista e apresentador.

Guerrinha deixa a esposa, Kathia, as filhas Michelle e Karine e os netos João Vitor, Manoela e Eduarda.

Sair da versão mobile