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Motoristas de aplicativo debatem regras de projeto de lei em Teutônia

Motoristas questionam a exigência de cadastro municipal prevista no Projeto de Lei nº 071/2026 / Crédito: Jéssica Bayer

Motoristas e representantes de plataformas de transporte por aplicativo participaram, na noite de segunda-feira (26/10), de audiência na Câmara de Vereadores de Teutônia para debater o Projeto de Lei nº 071/2026, de autoria do Executivo, que regulamenta o serviço no município.

A proposta prevê cadastro municipal dos motoristas, apresentação de documentos, emissão de identificação para os condutores e licenciamento dos veículos, que deverão passar por vistoria. Entre os principais pontos debatidos estão a necessidade de autorização municipal e as dificuldades para profissionais que atuam em diferentes cidades da região.

Executivo defende regulamentação

O subsecretário de Planejamento, Mobilidade Urbana e Segurança Pública, Marco Antônio Franck, afirmou que o projeto busca regulamentar a atividade conforme os parâmetros da legislação federal. Segundo ele, as manifestações apresentadas durante a audiência serão analisadas pelo Executivo. “Hoje existe um vácuo legislativo na grande maioria dos municípios em relação a esse tipo de transporte por aplicativo. Teutônia está buscando regulamentar a atividade dentro dos parâmetros estabelecidos pela legislação federal”, declarou.

Franck também destacou a importância de ouvir os profissionais antes de definir os próximos encaminhamentos. “Vamos continuar trabalhando para chegar ao melhor resultado possível, com uma lei que contemple todos os envolvidos, desde as plataformas e os motoristas até, principalmente, os usuários”, afirmou.

Setor questiona exigências

Fabiano Feine, gestor da plataforma de transporte por aplicativo Andaê, que atua em Teutônia e em outros municípios da região, afirmou que o setor apresentou sugestões de adequação ao projeto. Um dos principais questionamentos envolve a exigência de cadastro municipal e de autorização da Prefeitura para os motoristas e veículos. “A Prefeitura está exigindo um cadastro municipal e pedindo documentos que os aplicativos já solicitam aos motoristas. Além disso, prevê uma vistoria e a emissão de uma licença para o veículo”, explicou.

Para Feine, é necessário considerar que o serviço atende diferentes municípios e que as exigências locais podem dificultar a atuação dos profissionais que circulam pela região. “O serviço por aplicativo é regional, não municipal. Se a lei for aprovada da forma como está, poderemos ter problemas jurídicos com motoristas de outras cidades que vêm atuar aqui”, argumentou.

O gestor também questionou a necessidade de uma nova vistoria quando o motorista precisa substituir o veículo. Pelo projeto, a troca deverá ser comunicada à Coordenadoria Municipal de Trânsito, com prazo de 15 dias para vistoria e obtenção da licença de operação.

Taxas e fiscalização

Durante a audiência, também foi discutida a cobrança de uma taxa municipal para a regularização dos motoristas. O Executivo informou que esse ponto poderá ser reavaliado. Já a vistoria dos veículos e a emissão da identificação dos condutores seriam realizadas pela Prefeitura, sem custos para os profissionais.

O projeto prevê ainda requisitos para os veículos e penalidades para quem prestar o serviço sem cadastro municipal ou utilizar automóveis sem a licença exigida. A fiscalização ficará a cargo dos órgãos municipais competentes.

O Executivo deverá analisar as contribuições apresentadas e avaliar possíveis alterações no texto. O Projeto de Lei nº 071/2026 ainda depende da tramitação na Câmara de Vereadores para se tornar lei.

O que prevê o Projeto de Lei nº 071/2026?

A proposta estabelece regras para o transporte remunerado de passageiros por aplicativos em Teutônia. Entre as principais exigências estão:

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