A participação dos atletas Teylor Micael Mello do Canto e Caio Azevedo no Campeonato Gaúcho de Muay Thai, realizado em Flores da Cunha, terminou com dois cinturões e o reconhecimento de um trabalho diário.
Representantes da academia Dojô Kaizen, os lutadores conquistaram os títulos em suas respectivas categorias e ajudaram a equipe a garantir o 4º lugar na classificação.
Sob orientação do professor Jeferson Batista, os atletas chegaram ao campeonato após período de preparação focado na resistência física, no aprimoramento técnico e no ritmo de combate.
“Fizemos um trabalho forte com o pessoal. Vínhamos de competições com bons resultados e tivemos um foco específico para buscar os cinturões. Eles conseguiram chegar lá e colocar o que foi preparado em prática”, avalia Batista.
Para os atletas, os títulos são a recompensa pelo esforço dedicado à preparação. A rotina de treinos exige disciplina, persistência e capacidade de lidar com a pressão antes e durante os combates.
“É o reconhecimento do nosso esforço, porque só quem está conosco sabe o quanto nos dedicamos”, destaca Caio.
Além da satisfação com as vitórias, os lutadores precisaram administrar o nervosismo de disputar combates decisivos diante do público e longe de casa.
Segundo Caio, a ansiedade dá lugar à felicidade depois que o resultado esperado se concretiza. “Antes da luta, dá aquele nervosismo, porque tu não sabes se vai ganhar. Quando o Micael conquistou, eu estava apreensivo para conquistar também. Depois que os dois conseguiram, foi uma felicidade imensa”, relata.
A conquista também trouxe alívio depois da preparação. Os dois puderam ver o resultado do trabalho realizado na academia e retornar à região com os cinturões.
A resistência física foi um dos principais pontos trabalhados pela equipe. Conforme o professor, a preparação incluiu exercícios para manter o ritmo durante os rounds, além do desenvolvimento de técnicas de ataque e defesa, chutes e clinch.
O trabalho também envolve a atuação dos treinadores durante as lutas. Batista e o preparador André acompanham os combates no corner. “A nossa função é enxergar o que os atletas não conseguem ver durante a luta. A adrenalina é muito grande, então trabalhamos para que eles consigam ouvir as orientações e ajustar o ritmo conforme o combate”, explica.
Na avaliação do professor, os lutadores conseguiram executar o planejamento elaborado para a competição. A equipe intensificou os trabalhos nas semanas anteriores ao campeonato, com ajustes nos movimentos e nas estratégias de acordo com as características de cada atleta.
Apesar dos resultados, Batista aponta que a recuperação física entre os rounds ainda pode evoluir. A intenção é permitir que os lutadores mantenham o desempenho até o fim dos combates.
Capoeirista no ringue
A trajetória de Micael começou antes do Muay Thai. Ele praticava capoeira e, depois de se mudar para Fazenda Vilanova, passou a frequentar uma academia de musculação.
Foi nesse ambiente que surgiu a oportunidade de experimentar a modalidade. “Sempre gostei de lutar. Fazia capoeira antes e, quando apareceu a oportunidade do Muay Thai, resolvi testar uma aula para ver como era.
Comecei a gostar e agora posso competir”, conta.
Ele pratica a modalidade há 3 anos e soma 5 lutas, com 3 vitórias e 2 derrotas. A conquista do cinturão traz mais visibilidade para sua trajetória e fortalece a motivação para seguir.
O atleta também tem objetivos ambiciosos para o futuro. Entre eles está a possibilidade de disputar um Mundial e conhecer a Tailândia, país que faz parte de seus planos relacionados à modalidade.
Academia
A Dojô Kaizen desenvolve atividades em Fazenda Vilanova há 10 anos. O trabalho contempla atletas interessados em competir e pessoas que procuram a arte marcial para melhorar o condicionamento físico, desenvolver disciplina e ampliar a convivência social.
As aulas também buscam ensinar respeito, autocontrole e responsabilidade, valores que o professor considera fundamentais na formação dos mais jovens.
“Incentivamos as pessoas a praticarem uma arte marcial, fazerem exercício físico e estarem bem com os outros. O objetivo não é brigar, mas saber se defender e ter controle”, afirma Batista.
A academia tem apoio de parceiros e da Prefeitura de Fazenda Vilanova, especialmente para a participação em competições.
Futuro
Com o calendário de competições deste ano praticamente encerrado, a equipe começa a projetar a próxima temporada. A intenção é buscar oportunidades em disputas de maior nível, como a possibilidade de participar de um Campeonato Brasileiro.
Para chegar aos torneios nacionais, Batista explica que será necessário seguir no processo competitivo, acumular experiência e atender aos requisitos das disputas.
Micael e Caio pretendem manter as rotinas de treinamentos e trabalhar para alcançar novos patamares no esporte. Para o professor, a evolução demonstrada pelos dois atletas permite projetar novos desafios, desde que o planejamento continue passo a passo.
