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Duda Streb transforma experiência com o câncer em mensagem de esperança

Palestra “A Hora da Virada” emocionou público presente durante evento da Liga Feminina de Combate ao Câncer / Crédito: Anderson Lopes

O diagnóstico precoce pode mudar o rumo de uma história e salvar vidas. Foi a partir dessa experiência pessoal que a jornalista e palestrante Duda Streb levou a Teutônia uma mensagem de conscientização, autocuidado e esperança. Durante o Outubro Rosa, ela compartilhou com 480 mulheres sua trajetória profissional, os desafios da maternidade e a luta contra o câncer de mama, em uma noite marcada pela emoção e pela troca de experiências.

A participação ocorreu no evento beneficente A Hora da Virada, promovido pela Liga Feminina de Combate ao Câncer de Teutônia, em parceria com a Sicredi Ouro Branco e o Núcleo de Mulheres Empreendedoras da CIC Teutônia. A iniciativa reuniu mulheres em torno de uma causa comum: reforçar a importância de olhar para a própria saúde e encontrar força para enfrentar os obstáculos da vida.

Duda destacou a satisfação de retornar ao município e a surpresa com a mobilização da comunidade para receber a palestra. A estrutura preparada pelas entidades e a presença expressiva do público tornaram o encontro ainda mais especial.

“Eu tô muito feliz mesmo por trazer essa mensagem da Hora da Virada num Outubro Rosa pra gente olhar para dentro, se cuidar, apesar de todas as tarefas que a gente tem como mulher, que não são poucas”, afirmou.

A jornalista ressaltou que, em meio às responsabilidades profissionais, familiares e pessoais, muitas mulheres acabam deixando a própria saúde em segundo plano. Para ela, a atenção aos sinais do corpo e a realização de exames de rotina precisam fazer parte das prioridades. “Um exame de rotina me salvou. Então, hoje eu tô aqui com vocês porque o diagnóstico precoce salva vidas”, enfatizou.

História além da doença

A palestra percorre diferentes momentos da trajetória de Duda Streb. Além da experiência na televisão e dos bastidores do futebol, ela aborda a carreira, a maternidade e o enfrentamento do câncer de mama. Ao compartilhar os desafios vividos, a palestrante aproxima sua história da realidade de outras mulheres, que também conciliam diferentes papéis e enfrentam situações capazes de mudar seus caminhos.

A proposta não se limita ao relato da doença. A mensagem central está na possibilidade de reconhecer as dificuldades, buscar apoio e encontrar novos sentidos depois de experiências dolorosas. No contexto do Outubro Rosa, a história pessoal também serve de alerta para a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento da saúde.

A conscientização, porém, ganha outra dimensão quando a palestra termina. Para Duda, o momento mais significativo não está necessariamente no palco, mas no contato direto com as participantes.

Questionada sobre o que sente quando o evento acaba, o público começa a deixar o local e o silêncio toma conta do ambiente, ela conta que a emoção acompanha a própria narrativa. Ao mesmo tempo, são os encontros que acontecem depois da apresentação que dão um significado ainda maior à experiência.

“Durante a palestra, eu me emociono muito porque traz a minha trajetória, não só na TV, os bastidores do futebol, meu dia a dia, carreira, maternidade, que é algo que faz parte da vida das mulheres, e uma luta contra um câncer de mama que eu enfrentei”, relatou.

Afeto e histórias compartilhadas

O abraço das participantes e as conversas que surgem após a palestra representam, a parte mais especial do trabalho. Nesse momento, as mulheres também encontram espaço para falar sobre suas próprias experiências, dificuldades e recomeços. “Eu digo que a melhor parte da minha palestra é no final, quando as mulheres vêm me abraçar, me passar um carinho gigantesco e trocar. E elas contam das viradas delas”, destacou.

A troca transforma o encontro em algo que vai além de uma palestra motivacional. Ao reconhecerem suas histórias umas nas outras, as participantes constroem um ambiente de acolhimento, no qual a vulnerabilidade pode dar lugar à solidariedade. A experiência de uma mulher passa a contribuir para a força de outras, em uma corrente de apoio que não termina com o encerramento do evento.

“Porque nunca foi sobre a Duda. A Hora da Virada é sobre esses obstáculos que nós temos na vida e que a gente tem que dar mão um pro outro”, afirmou.

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