Dez anos de histórias, milhares de passos e inúmeras razões para calçar o tênis e sair em movimento. A 10ª edição da Sicredi Night Run transformou o pátio da sede da Sicredi Ouro Branco, no Bairro Languiru, em Teutônia, em um grande ponto de encontro para quem encontra na corrida muito mais do que uma atividade física. Com 3 mil pessoas inscritas, o evento reafirmou sua popularidade: como já é tradição, as vagas se esgotaram em poucas hora
No fim da tarde e início da noite de sábado (7/11) o pátio da sede da Sicredi Ouro Branco conectou grupos de corrida, amigos e amigas que compartilham os treinos, pais e filhos, atletas experientes e pessoas que encaravam pela primeira vez o desafio de participar de uma prova. Histórias diferentes, mas que tinham algo em comum: a vontade de estar ali, viver a experiência e aproveitar cada quilômetro.
De volta à prova, desta vez caminhando
Para Gislaine Hentges, a 10ª Sicredi Night Run teve um significado especial. Habituada a correr provas de 10 quilômetros, ela precisou interromper os treinos após sofrer um acidente de trânsito em julho deste ano, que provocou uma fratura grave na perna. O momento foi especialmente difícil porque ela vinha se preparando para novas competições e estava empolgada com a possibilidade de levar a corrida para um nível mais profissional.
A recuperação, entretanto, também revelou a força dos vínculos construídos por meio do esporte. Gislaine recebeu o apoio da família, das amigas, do grupo de corrida e das colegas da zumba. E, mesmo quando ainda não podia caminhar, fazia questão de acompanhar as amigas nas atividades, fosse de cadeira de rodas ou de muletas.
Na noite da prova, viveu um novo marco: sua primeira participação oficial em uma corrida após o acidente. Ainda sem condições de correr, optou pela caminhada para estar junto das amigas. Uma escolha que demonstra que, naquele momento, o mais importante não era o ritmo ou a distância, mas a possibilidade de voltar a participar.
Gislaine também acredita que sua experiência pode servir de inspiração para outras mulheres que enfrentam dificuldades. Para ela, reconhecer as limitações não significa permitir que elas determinem até onde se pode chegar.
“Nem tudo aquilo que vem para nos paralisar é algo que vai nos parar de fato. Quando a gente quer algo, quando a gente acredita em algo, no poder de algo, nada pode nos paralisar.” – Gislaine Hentges.
Amizade que vira movimento
A ligação com o esporte também aproximou as amigas do grupo de dança e zumba de Vivi Flores. O que começou nas aulas ganhou mais um espaço de convivência com a corrida. A partir daí, os encontros passaram a incluir treinos, caminhadas e provas, sempre com a companhia e a energia da turma.
Tatiana Feine foi uma das responsáveis por mobilizar a mulherada para a edição comemorativa. A empolgação começou ainda no período das inscrições, com todas atentas para garantir suas vagas. O grupo participou com diferentes objetivos e percursos, entre caminhada e corridas de 3, 5 e 10 quilômetros.
Entre as brincadeiras internas que traduzem o espírito da turma está o lema “Muita mídia e pouco pace”. A expressão resume a ideia de menos preocupação com o relógio e mais disposição para aproveitar cada passo e cada risada compartilhada. A saúde é uma das grandes motivações, mas as amigas brincam que a corrida e a caminhada também são o verdadeiro pré-treino para os momentos de diversão.
Para Tatiana, o esporte representa transformação. “Correr é se sentir bem, se sentir vivo, se sentir livre”, definiu. Mais do que os resultados individuais, a experiência está na energia de estar junto e fazer parte de um movimento coletivo.
Paixão pelos quilômetros e a alegria de correr juntas
A amizade também impulsiona Jéssica Soares e Taís da Rosa Gomes. Movidas pelos quilômetros superados, as duas encontraram na corrida uma atividade que passou a fazer parte da rotina e dos momentos de lazer. Taís conta que está cada vez mais envolvida com o esporte e já sente falta dos dias em que não consegue correr. A aproximação começou com a musculação na academia e os exercícios na esteira, até que o gosto pela atividade levou as amigas para as ruas. Na 10ª Sicredi Night Run, elas decidiram compartilhar a experiência com mais uma amiga, que participou pela primeira vez de uma prova.
Corrida como encontro entre amigos
Pela terceira vez, Inaura Hentges veio de Montenegro para participar do evento com o Pró Vida Run, grupo e assessoria de corrida do município. Com uma trajetória de participação em provas, ela já completou neste ano a meia maratona de Porto Alegre e tem outras competições inscritas no calendário. Voltar à Sicredi Night Run, entretanto, é uma oportunidade de comemorar, encontrar amigos e compartilhar a paixão pela corrida.
Uma década de corrida
Para celebrar uma década de histórias, a organização preparou um memorial especial com a exposição de todas as camisetas e medalhas das edições anteriores. O espaço permitiu que os participantes revisitassem a trajetória do evento e recordassem conquistas e momentos que ajudaram a construir a identidade da Sicredi Night Run. A programação contemplou diferentes idades e níveis de preparo físico. As crianças tiveram percursos de 300 e 500 metros, enquanto os adultos puderam optar pela caminhada de 3 quilômetros ou pelas corridas de 3, 5 e 10 quilômetros.
A recepção aos participantes começou às 17h. A expectativa era de que a chuva pudesse persistir durante a programação, mas, para a sorte dos corredores, a garoa permaneceu fraca. As condições não diminuíram a disposição dos inscritos, que encararam os percursos com entusiasmo e determinação.
Outra atração foi a estrutura coberta, telões permitiram acompanhar ao vivo o desempenho dos corredores durante as provas. Assim, familiares e amigos puderam seguir cada momento do percurso e torcer por seus atletas, mesmo sem estarem na pista.
Resultados da 10ª Sicredi Night Run
Corrida 3 km – Geral Feminino
Corrida 3 km – Geral Masculino
Corrida 5 km – Geral Feminino
Corrida 5 km – Geral Masculino
Corrida 10 km – Geral Feminino
Corrida 10 km – Geral Masculino
