Uma série de intervenções viárias previstas para os próximos 5 anos têm o objetivo de melhorar a circulação de veículos, ampliar as conexões entre bairros e reduzir os pontos de congestionamento. Conforme o secretário de Planejamento, Urbanismo e Mobilidade (Seplan), Alex Schmidt, o planejamento prevê a abertura de novas ligações entre regiões atualmente isoladas, o alargamento de ruas estratégicas e a reorganização de acessos.
“A qualificação de algumas vias, como por exemplo, o alargamento da Benjamim Constant, no Bairro Montanha, onde a gente já fez ampliação de uma faixa adicional, mas a nossa ideia é fazer o alargamento para que tenham quatro faixas”, afirma.
Entre as propostas estão a conexão do Alto do Parque com a Avenida Amazonas e a criação de um sistema binário no Bairro Campestre. Outra frente busca integrar bairros da zona oeste sem que os motoristas precisem utilizar a ERS-130 ou passar pela região central.
As propostas fazem parte de uma estratégia de médio prazo para acompanhar o crescimento urbano e a expansão da frota de veículos. A frota de Lajeado saltou de aproximadamente 34,8 mil, em 2006, para mais de 83,6 mil veículos em 2026.
A necessidade de repensar a estrutura viária também ganhou evidência após as enchentes, quando bloqueios em pontos fundamentais comprometem os deslocamentos e sobrecarregam rotas alternativas.
Algumas regiões cresceram sem conexões diretas entre si, mas conforme Schmidt, nos próximos 5 anos, a Seplan pretende avançar em ligações entre loteamentos nos bairros Moinhos d’Água e Jardim Botânico. Outra conexão projetada é entre o Alto do Parque e a Avenida Amazonas, por meio da Avenida Alberto Müller.
O acesso ao Bairro Conventos pela Rua Pedro Theobaldo Breitenbach, a partir da BR-386 integra o conjunto de intervenções estudadas para melhorar a malha urbana. No Campestre, o planejamento inclui o alargamento da Rua João Goulart e a implantação de um sistema binário com a Rua Getúlio Vargas.
Conexões na zona oeste
A proposta é estabelecer ligações entre as avenidas Carlos Spohr Filho, Benjamin Constant e Pedro Teobaldo Breitenbach, com possíveis extensões até a região do Travessão, em Forquetinha. Criar uma rede de deslocamento entre os bairros da zona oeste permite que os moradores transitem de uma região a outra sem utilizar a rodovia estadual ou passar pelo Centro.
A avaliação da Seplan é de que Lajeado ainda apresenta condições de mobilidade relativamente confortáveis quando comparada a municípios de porte semelhante. O desafio está em antecipar soluções para evitar que o crescimento da cidade e da frota agrave os problemas.
Uma das estratégias adotadas desde o Plano Diretor de 2020 é a descentralização das atividades urbanas. A orientação estimula a instalação de comércios e serviços em diferentes regiões, principalmente aqueles capazes de atender às necessidades cotidianas dos moradores.
A qualificação do transporte coletivo também integra essa estratégia. A intenção é ampliar a adesão ao serviço e oferecer uma alternativa ao uso do automóvel, contribuindo para equilibrar a circulação urbana a longo prazo.
Semáforos podem ser ajustados em tempo real
A tecnologia também passou a integrar a gestão cotidiana do trânsito, especialmente em situações nas quais alagamentos ou outros eventos interrompem corredores importantes. Em 2025, o município investiu na conexão do sistema de semáforos à internet, permitindo que a equipe de engenharia de tráfego da Seplan monitore e altere os tempos de sinalização remotamente.
Quando uma via fica bloqueada ou precisa receber maior volume de veículos, os tempos podem ser ajustados diretamente pela secretaria, sem a necessidade de intervenção presencial em cada equipamento.
A possibilidade de reorganizar a sinalização em tempo real é especialmente importante durante períodos de enchentes, quando o bloqueio de determinadas ruas provoca mudanças repentinas nos deslocamentos. A medida permite priorizar corredores que passam a concentrar o fluxo e reduzir parte dos impactos sobre a circulação.
