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Regional terá novas regras para reduzir a cera e acelerar o jogo

Mudanças devem servir como forma de garantia para partidas mais jogadas - Crédito: Luis Augusto Huppes

Mudanças devem servir como forma de garantia para partidas mais jogadas - Crédito: Luis Augusto Huppes

O Campeonato Regional Certel Sicredi 2026, promovido pela Associação de Ligas do Vale do Taquari (Aslivata), terá novidades importantes na arbitragem.

As alterações seguem atualizações implementadas pela Fifa e já utilizadas no cenário internacional, com adaptações para competições sem árbitro de vídeo (VAR).

O objetivo é reduzir a cera, aumentar o tempo de bola rolando e tornar as partidas mais dinâmicas. Para o árbitro Fernando Henz, a iniciativa foi importante para aproximar clubes e arbitragem e garantir uma aplicação uniforme das novas regras.

“Não pode acontecer de um árbitro aplicar a regra e outro não. Todos serão orientados para que as mudanças sejam utilizadas da mesma forma em todos os jogos”, ressalta.

Controle de tempo

Entre as principais novidades está o controle do tempo nas substituições. O jogador que deixar o campo terá até 10seg para sair após o árbitro entender que há demora no reinício da partida. Caso ultrapasse esse limite, o substituto só poderá entrar na próxima paralisação do jogo.

Henz explica que a intenção não é punir as equipes, mas evitar que as substituições sejam utilizadas para gastar tempo.

“O objetivo é acelerar o jogo. Não queremos deixar uma equipe com um jogador a menos, mas impedir que a substituição seja usada para retardar a partida”, afirma.

Outra mudança envolve as reposições de bola. Nos arremessos laterais e tiros de meta, o árbitro iniciará uma contagem de 5seg quando perceber que o atleta está por retardar a cobrança.

Se o tempo for excedido, o lateral será revertido ao adversário ou o tiro de meta será transformado em escanteio.

O árbitro ressalta, porém, que a contagem não começa automaticamente. “Ela só inicia quando o árbitro percebe a intenção de retardar o reinício. Se o jogador demonstra que quer cobrar rapidamente, não há motivo para abrir a contagem”, diz.

Atendimento médico

Também muda a forma de realizar as substituições. Agora, o atleta deverá deixar o gramado pelo ponto mais próximo da linha lateral ou de fundo, o que reduz o tempo gasto com deslocamentos.

Ainda assim, Henz afirma que haverá bom senso em situações específicas, como a troca da braçadeira de capitão. Na avaliação do árbitro, a alteração que mais deverá influenciar o comportamento das equipes é a nova regra para atendimentos médicos.

Sempre que um jogador receber atendimento em campo, precisará permanecer um minuto fora da partida antes de retornar, salvo exceções previstas na regra, como atendimentos ao goleiro ou lances que resultem em cartão disciplinar.

“Ficar um minuto com um jogador a menos representa um prejuízo muito grande. Essa mudança tende a reduzir bastante as paralisações desnecessárias”, aponta.

Adaptação e expectativa

Com experiência também na arbitragem de futsal, Henz acredita que o futebol seguirá o mesmo caminho da modalidade de quadra, onde esse tipo de controle já faz parte da rotina.

“No começo, haverá adaptação, mas depois as equipes vão se acostumar e praticamente não veremos mais reversões de laterais ou punições por demora”, enfatiza.

Segundo ele, as mudanças surgiram como resposta ao excesso de antijogo observado recentemente. “A Fifa precisou agir porque muitas equipes utilizavam esses recursos para fazer o tempo passar quando estavam em vantagem. A ideia é privilegiar quem quer jogar futebol”, relata Henz.

Para o árbitro, a expectativa é de um Regional com alto nível técnico, tanto pela qualidade das equipes quanto pela preparação da arbitragem.

“As equipes evoluíram muito em estrutura e elenco, e a arbitragem também está sendo preparada para acompanhar esse crescimento. A tendência é termos partidas mais intensas e com mais bola rolando”, completa.

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