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Vallentina Biondo conquista bronze no Sul-Americano de Vôlei pela Seleção Sub-19

Atleta foi um dos destaques da Seleção - Crédito: Arquivo Pessoal / Divulgação

Atleta foi um dos destaques da Seleção - Crédito: Arquivo Pessoal / Divulgação

A teutoniense Vallentina Biondo conquistou mais um resultado importante na carreira ao garantir a medalha de bronze com a Seleção Brasileira Feminina Sub-19 no Campeonato Sul-Americano de Voleibol.

No domingo (11/10), o Brasil venceu a Venezuela de virada por 3 sets a 1, com parciais de 23/25, 25/21, 25/13 e 25/22, em Maracaibo. Além do pódio, a equipe assegurou uma vaga no Mundial da categoria, em 2027.

Vallentina teve participação decisiva na disputa pelo 3º lugar e terminou o confronto como a maior pontuadora brasileira, com dez acertos. Para chegar à competição continental, a seleção passou por preparação em Saquarema, no Rio de Janeiro, período que a atleta descreve como intenso e marcado pela dedicação do grupo.

“Passamos três meses com treinamentos para o Sul-Americano. Foi um período de muito trabalho e dedicação. Não faltou nada, nem da comissão técnica ou atletas. Porém, nosso resultado não foi o que esperávamos. Não cumprimos um dos objetivos, que era ganhar o campeonato. Felizmente, conseguimos a vaga para o Mundial no ano que vem”, avalia.

Acostumada a atuar como oposta, ela jogou pela primeira vez como ponteira na Seleção Brasileira, função que exige mudanças na participação ofensiva e nas responsabilidades de recepção.

“Individualmente, foi importante e desafiador. Trocar de posição não é fácil e há muitas limitações. Saio feliz, com o entendimento de que fiz o meu máximo e entreguei tudo que pude”, afirma.

A jogadora explica que uma das principais diferenças está no passe. Enquanto a oposta costuma ficar fora da linha de recepção, a ponteira participa desse fundamento.

“A oposta fica escondida na linha de passe e a ponteira não, além do lado de ataque mudar: ataco pela entrada de rede e não pela saída”, detalha.

Na disputa pelo bronze, o Brasil precisou reagir depois de perder o primeiro set. A equipe venceu as duas parciais seguintes com autoridade e confirmou o resultado no quarto set. Na decisão, a Argentina superou o Peru por 3 sets a 0 e ficou com o título sul-americano.

Oriunda da Juventus

A conquista continental amplia a trajetória de Vallentina, que começou no voleibol ainda criança, em Teutônia. A atleta passou dez anos na Juventus Voleibol antes de se transferir para o Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte.

A mudança marcou uma nova etapa, com acesso a uma estrutura de alto rendimento e convivência com atletas experientes. Na temporada 2025/2026, a jovem também integrou o grupo do Minas que chegou à final da Superliga Feminina, e encerrou a competição como vice-campeã.

“Vai fazer um ano que estou aqui e amo esse lugar. A cidade é incrível, as pessoas são receptivas e o clube nem se fala”, comenta.

A temporada 2026/2027 começou para o grupo adulto do Minas, e Vallentina deve integrar o elenco nas próximas semanas, após a disputa do Campeonato Brasileiro Interclubes Sub-19 (CBI), previsto para a semana seguinte ao Sul-Americano.

A sequência é mais uma oportunidade de crescimento para a atleta de Teutônia, que passa a conciliar as experiências nas categorias de base com a aproximação do voleibol adulto.

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