Alunos desenvolvem projeto sobre pobreza menstrual em Teutônia

Os alunos do 8º e 9º anos da EMEF Leopoldo Klepker desenvolveram, durante o segundo semestre deste ano, o projeto pedagógico e interdisciplinar “Pobreza Menstrual no Brasil: desigualdade e violações de direitos”. O objetivo principal foi desmistificar o tema menstruação e promover o debate sério e responsável, a fim de diminuir a falta de conhecimento e a violação dos direitos.

O projeto foi coordenado pelos professores Ana Elisa Osterkamp e Evandro Biondo. O trabalho engajou os alunos em prol de grupos de maior vulnerabilidade social. A escola é o ambiente em que quase 90% das meninas têm a primeira experiência menstrual, entre 11 e 15 anos de idade. Assim, a maioria das meninas passará boa parte de sua vida escolar menstruando e precisam de orientação e conhecimento acerca do corpo humano e de sua sexualidade.

Outro ponto importante do trabalho realizado nas aulas de Língua Portuguesa e Ciências foi o debate sobre a dignidade feminina, a violação dos direitos da mulher em função da pobreza menstrual, igualdade e saúde feminina. Pesquisa realizada revelou que o país possui cerca de 713 mil meninas que vivem sem acesso a banheiro ou chuveiro em casa e, mais de 4 milhões não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais.

Desta forma, nas aulas de Ciências, os alunos debateram sobre as mais variadas dimensões voltadas à sexualidade humana: métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez na adolescência, puberdade, questões hormonais bem como as transformações do corpo humano.

Nas aulas de Língua Portuguesa, no 9º ano, trabalhou-se a argumentação, a pesquisa e o estudo do tema e o texto de opinião. Já o 8º ano desenvolveu o debate sobre o tema, pesquisa, leitura e a redação de cartas (carta informal e oficial).

Assim, de posse de um amplo conhecimento sobre o assunto da pobreza menstrual e opinião crítica, os alunos desenvolveram muitas habilidades e, com cartas escritas por eles mesmos solicitaram a doação de absorventes. Estes serão dados às meninas da escola, que realmente necessitam.

Farmácias Agafarma realizaram a doação de absorventes para o projeto / Crédito da foto: Divulgação

Teve resultado

O projeto atingiu plenamente seus objetivos. Nos dias 1° e 2 de dezembro a escola foi agraciada com doações. A satisfação de Tanara Henemann Brune (Farmácias Agafarma) e Daisa Danzer (Farmácia Farmamais) foi grande. Elas sentiram-se orgulhosas por poderem participar desta iniciativa e também sensíveis às causas debatidas nos últimos meses.

Para a aluna Melissa, do 9º ano da tarde, o projeto coordenado pelos professores foi de suma importância. “Um projeto muito significativo em que se falou sobre a dignidade menstrual e o difícil acesso a itens de higiene básica. Penso que todas as mulheres devem ter o direito de tê-los e com este projeto obtivemos êxito e podemos fazer a diferença. Agradeço imensamente a Tanara e Daisa pela sua boa ação”, enfatiza.

Mais Notícias

Tópicos Relacionados:

Publicações do Autor

Amvat quer recursos da concessão em obras no Vale

A Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) vai solicitar ao governo do Estado que o montante de R$ 1,5 bilhão que seria...

Motorista fica ferido após sair da pista e atingir árvore em Teutônia

Um homem de 30 anos ficou ferido em um acidente de trânsito registrado nas primeiras horas da manhã deste sábado (13/6), em Teutônia. A...

Operação integrada fiscaliza estabelecimentos noturnos em Lajeado

Uma operação integrada de fiscalização foi realizada na noite de sexta-feira (12/6) em Lajeado com o objetivo de verificar a regularidade de funcionamento de...

Quando o jeitinho vira privilégio

A saúde pública existe para atender todos os cidadãos com critérios claros e justos. A fila pode ser longa. A espera pode ser angustiante....