Educação Inclusiva passa por atualização em Estrela

Município gerencia, por meio da Secretaria da Educação, atualizações nos processos envolvidos na área, sobretudo os individuais

O Governo de Estrela, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Smed), deu início a mais uma etapa no processo de atualização do programa de Educação Inclusiva. No decorrer da última semana, a empresa “Incluir – Centro Educacional” assessorou encontros para supervisores escolares e professores das Salas de Recursos das escolas da rede municipal de ensino.

Parceira do município em atividades relacionadas a área, a instituição aborda novos conceitos, com o objetivo de elaborar novos Plano Individualizados para serem colocados em prática já no segundo trimestre nas salas de aula.

Ainda em 2010, com o início da formatação de seu setor voltado à Educação Inclusiva, Estrela dava um importante passo no processo de garantir o acesso à educação para todos, promovendo a inclusão e o respeito a diversidade. Mais de uma década depois, apesar das constantes adequações, a Smed evidenciou a necessidade de uma atualização dos processos envolvidos com a modalidade de ensino mais contemporânea.

Desta forma, a atual gestão já promoveu uma série de ações voltadas ao tema, inclusive formações aos educadores que trabalharão com uma psicóloga e uma assistente social para auxiliar efetivamente nas escolas, e disponibilizar monitores aos alunos que necessitam de atenção especial e investindo na aparelhagem e modernização das Salas de Recursos.

Agora, de acordo com as coordenadoras da Educação Inclusiva da Smed, Deice Friedrich e Marines Landmeier, além de propor uma reformulação e atualização dos processos envolvidos, busca-se atender as legislações em vigor, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Referencial Curricular Gaúcho (RCG). “Esta atualização na Política de Educação Inclusiva é de extrema importância e necessária uma vez que abordará os Planos Educacionais Individualizados de acordo com a legislação vigente, levando em conta os direitos destes alunos, tanto aqueles com dificuldades de aprendizagem quanto aos com deficiência, com o objetivo de cada vez ser mais efetivo e perfeito no propósito de promover a inclusão e respeito à diversidade”, frisa Deice.

Novos protocolos
A formação contou com orientação do professor Alberto Moura, do “Incluir – Centro Educacional”, empresa especializada na área com atuação em diversas frentes do Estado. Segundo o coordenador, a partir da percepção de uma lacuna entre o que estava sendo desenvolvido e o que poderia já ser gerido, considerando os novos conceitos, visto que se trata de uma área em constante otimização e modernização, se propôs a formação. “Buscamos dentro deste contexto uma atualização dos protocolos de atendimento individuais de educação. Para os protocolos de sala de aula e também dos tratados nas Salas de Recursos foram definidas novas nomenclaturas, que se fazem de suma importância para que os familiares, a comunidade escolar social entendam e compreendam a relevância destes protocolos no atendimento aos sujeitos com necessidades especiais”, explica.

“O município de Estrela acredita muito no processo de inclusão e com isso procurou viabilizar protocolos eficazes, eficientes, e principalmente funcionais, e nossa assessoria vai ao encontro de fazer com que estes protocolos, construídos aqui coletivamente com professores e servidores para que atendam a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e posteriormente sejam implementados no sistema educacional do município”, argumenta.

Ainda de acordo com Moura, durante os encontros foram realizadas reflexões e debates dentro do contexto de legislações e práticas pedagógicas, visando a inclusão plena do aluno público da modalidade da educação inclusiva e especial. “De forma geral, o objetivo da Smed de Estrela é que se tenha sim a inclusão acontecendo dentro das escolas, mas não de forma disfarçada, e sim verdadeira, útil e prática”, aponta.

“Para tanto é necessária que todo o planejamento e atendimento na escola esteja alinhado com as questões legais e científicas para que assim traga verdade nas informações e os resultados sejam embasados em processos eficientes, funcionais, científicos e com respaldo legal, para que assim se consiga promover a inclusão plena deste aluno, respeitando e atendendo suas necessidades e suas particularidades”, comenta Moura, que trabalhará em todas as escolas assessorando diretamente os professores da rede.

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