Mão de Pedra enfrenta ex-UFC na Polônia

Dirlei Broenstrup encara Marek Bujlo na luta principal do MFC

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Embate mais recente de Dirlei foi em março, na Sérvia - Crédito: Arquivo Pessoal

O teutoniense Dirlei Broenstrup “Mão de Pedra” está confirmado na luta principal da próxima edição da Masurian Fighting Championship (MFC), que será realizada no dia 11 de abril na região de Mazury, na Polônia. Este é mais um compromisso internacional em sua trajetória no MMA profissional.

O adversário da vez será o polonês Marek Bujło, ex-lutador do UFC e atleta da casa. O confronto reúne experiência internacional contra a força e pressão de um grande público europeu.

Treinador principal do CT Mão de Pedra, Broenstrup construiu sua carreira longe dos holofotes, mas sempre inserido em cenários desafiadores. Ex-campeão do JungleFight, soma 30 lutas profissionais de MMA, com 13 vitórias por nocaute ou finalização, além de 17 anos de experiência dentro da jaula. Faixa-preta de Jiu-Jitsu e Muay Thai, o brasileiro já lutou nos Estados Unidos, Rússia, América do Sul e Europa, contra diferentes estilos e escolas do MMA mundial.

Conforme ele mesmo aponta, a luta na Polônia reforça uma característica da carreira: atuar fora de casa e contra atletas locais. Ao longo dos anos, Dirlei acumulou vitórias importantes, entre elas, sobre Gerônimo dos Santos e Patrick Walsh, além de protagonizar combates em eventos importantes.

“Nunca escolhi luta e lugar. Sempre aceitei os desafios e vou lutar fora de casa quando me chamarem. É algo meu, me desafiar é importante e mostra minha força”, destaca Dirlei.

Do outro lado do cage estará Marek Bujło, nome conhecido do público polonês e que recentemente integrou o card do UFC Fight Night: Tsarukyan x Hooker, realizado em 22 de novembro. Na ocasião, Bujło acabou derrotado por Denzel Freeman. O resultado não diminui a força do adversário, mas adiciona ainda mais expectativa ao confronto diante do brasileiro no MFC.

Em casa, com torcida a favor e experiência no maior evento de MMA do mundo, o polonês representa um desafio de alto risco para Mão de Pedra.

O duelo será o evento principal da noite e carrega uma simbologia importante para a carreira do brasileiro. Com 17 anos de MMA profissional, Dirlei segue ativo, competitivo e disposto a enfrentar nomes relevantes do cenário europeu em uma temporada que, possivelmente, será a última como lutador.

“Ele é ex-UFC, é o cara da casa e vem com a torcida inteira a favor. Sei exatamente onde acabo de entrar. Vai ser uma disputa boa, que fará com que me prepare muito, pois é uma luta grande, internacional e é exatamente o tipo de desafio que sempre fez parte da minha carreira”, ressalta.

Combate mais recente

A mais recente apresentação de Dirlei ocorreu no Armmada 11, em Belgrado, na Sérvia, no dia 1º de março de 2025, contra o sérvio Jovan Leka, atleta com passagem pelo Dana White’s Contender Series. O confronto, inicialmente previsto para dezembro de 2024, foi adiado após uma fratura do adversário e acabou como a luta principal do evento, diante de 12 mil pessoas.

“Naquela ocasião, eu precisava nocautear ou finalizar. Serve muito de exemplo para essa próxima luta: luta principal, contra um atleta jovem e da casa”, comenta. Ele perdeu após três rounds intensos e decisão dos juízes, resultado questionado pelo brasileiro. “Até hoje falo, se rever a luta, é impossível eu ter perdido. Ataquei o tempo todo, circulei e bati nos três assaltos, mas é do jogo. O importante é que me senti bem, estava solto, mesmo com o duelo duro”, avalia.

Experiência fora

O embarque para a Polônia será mais um destino internacional de Dirlei no ano. Antes disso, ele segue para os Estados Unidos, onde integra o camp de preparação do lutador do UFC, Paulo Borrachinha, que luta na mesma data, em Miami.

O preparo em solo americano deve colaborar com a luta na Polônia. Você conferiu mais informações, de forma exclusiva, na edição impressa e digital da Folha Popular do sábado (31/1), além do site folhapopular.info.

Ainda, a luta na Polônia representa mais um capítulo de uma carreira marcada por desafios constantes. Diante de um ex-UFC, em território hostil e no evento principal do MFC, Mão de Pedra volta ao octógono, desta vez, dentro da jaula europeia. Isso mantém viva a essência que o acompanha desde o início: lutar onde for preciso, contra quem aparecer, sempre em alto nível e com as cores do CT Mão de Pedra.

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