O Poço das Antas vive um momento especial desde a temporada passada. Após um 2025 histórico com vice-campeonatos no Regional e no Intermunicipal, o clube inicia o Intermunicipal Certel Sicredi 2026 com diretoria renovada, marcada pela presença feminina e pela manutenção de um projeto esportivo que recolocou a comunidade no topo do futebol amador.
Eleito presidente, Maurício Steffen resume o momento como um processo de continuidade e amadurecimento. “Recomeçar não é um ato de voltar atrás, é provar que ainda dá certo. O Poço ficou um tempo fora do futebol e, quando retornou, voltou organizado, competitivo e com a comunidade junto”, afirma.
Para ele, o clube elevou o padrão de organização em 2025 e, com isso, a cobrança aumentou naturalmente. “Quando se chega em duas finais no mesmo ano, automaticamente o nível de cobrança sobe. Isso é natural. Mas também, mostra que muitos clubes gostariam de estar onde o Poço chegou”, avalia. “A cidade voltou a viver o futebol. As pessoas cobram quando começa o campeonato porque querem ver o Poço em campo”, comenta o presidente.
A nova gestão chama atenção por ter metade dos cargos ocupados por mulheres, algo inédito na história do clube. Vanessa Werner, Stéfani Palamar e Júlia Zirbes – integrantes das chamadas Gurias do Poço – assumem funções na administração e reforçam a proposta de ampliar a participação da comunidade na tomada de decisões.
“É um novo momento. Pela primeira vez, temos mulheres ligadas de forma direta nas tomadas de decisão”, afirma Vanessa, secretária do clube. Segundo ela, o envolvimento feminino já acontecia internamente e ganhou força com eventos recentes. “Começamos 2026 com o pé direito e é assim que devemos seguir para fazer uma grande temporada”, comenta.
A tesoureira, Stephanie, destaca o desafio pessoal e coletivo. “Nunca fiz parte de diretoria de clube. É um ambiente majoritariamente masculino, mas fomos bem recebidas. Temos muito a aprender e a contribuir”, avalia. Para a vice-presidente, Júlia, o desafio vai além do futebol. “É uma responsabilidade com a comunidade e com a história do Poço das Antas. Sabemos onde estamos e vamos representar com toda a força”, acrescenta.
Maurício engrandece que a presença feminina fortalece o clube também nos bastidores. “A mulher traz família para o campo, contribui na organização e amplia o público. Nosso futebol amador vive do ingresso, da bebida e do lanche. Quanto mais gente no campo, maior a renda e a capacidade de investimento”, entende o presidente.
Torcida como força
Dentro e fora de campo, a torcida foi um dos pilares da campanha de 2025. A presença nos jogos, em casa e fora, reuniu diferentes gerações, grupos e famílias inteiras para acompanhar os jogadores e o clube.
“A torcida foi determinante para tudo o que o Poço construiu. Não é só apoiar no jogo, é ajudar na organização, nos eventos e no dia a dia do clube”, destaca Steffen. Para a direção, esse envolvimento explica a retomada do futebol no município e sustenta o projeto para 2026.
Quem muito contribuiu foi o grupo das “Gurias do Poço”. O movimento ganhou projeção ao longo do Campeonato Regional de 2025 e se consolidou como um dos símbolos dessa mobilização.
“As mulheres sempre estiveram ali, mas, muitas vezes, de forma invisível”, explica Vanessa. “A ideia nunca foi competir com os homens, mas criar uma identidade que nos representasse”, acrescenta.
Base mantida e mão de obra
Dentro de campo, a avaliação da diretoria é de continuidade. A base que levou o Poço às finais em 2025 foi mantida, com atletas já identificados com o clube e a torcida, além da chegada de reforços pontuais para qualificar o elenco.
“Manter uma base é fundamental. São jogadores que conhecem o clube, a comunidade e a forma do Poço jogar. Mas o mercado existe e precisávamos buscar peças que agreguem”, avalia Vanessa.
O presidente reforça que o objetivo é ser o mais competitivo possível. “Não entramos em campo apenas para participar, queremos competir. O jogador que vem para o Poço precisa entender como e por quem atuamos”, avisa.
Um dos diferenciais recentes do Poço das Antas foi a organização fora de campo. Em um cenário em que muitos clubes enfrentam dificuldades para mobilizar pessoas aos domingos, o Poço se destacou pelo número de voluntários.
“O amor pelo clube faz a diferença. As pessoas quiseram fazer parte da história que era construída”, comenta Vanessa.
Em 2026, o Poço das Antas completa 70 anos de fundação. A diretoria projeta uma série de ações comemorativas ao longo do ano, com eventos voltados à comunidade e à valorização do “futebol raiz”.
“É um ano simbólico. A ideia é comemorar com quem sempre esteve junto do Poço”, adianta Maurício. Entre desafios e expectativas, o sentimento é de continuidade. “Batemos na trave em 2025, mas fizemos história. Agora é manter o que deu certo e buscar transformar esse crescimento em conquistas”, completa.
| Lista de inscritos: |
| Alisson da Silva M. “Cabelo” |
| Daniel A. Koerbes |
| Dimitri Diehl “Dimi” |
| Franciel J. da Rosa |
| Gabriel A. Recktenwalt |
| Gabriel Kremer “Capela” |
| Henrique C. Paese “Gardenal” |
| Janderson M. A.o dos Santos |
| Jean Carlo Sand |
| Jeferson Deuner |
| Jonathan H. Klein |
| Luciano L. Ludwig |
| Maicon Benini “Pedra” |
| Marciano A. Flach |
| Miguel M. Zirbes |
| Naiel D. A. de Oliveira |
| Rafael Reinher |
| Saul Paes B. G. Mendes |
| Vieli A. S. de Avila |
| Vinicius J. Flach |
| William Duarte |
| Willian A. Kochenborger |


