Jovem de Linha Germano é aprovado em Meteorologia na UFSM

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Carlos Eduardo quer atuar em pesquisas e análise sinótica / Crédito: Arquivo pessoal

Em janeiro de 2026, Carlos Eduardo Schmitt (18) realizou a prova da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para tentar uma vaga no curso de Meteorologia. Ele ficou classificado em primeiro lugar.

Criado em Linha Germano, Teutônia, Carlos Eduardo descobriu na temperatura sua paixão. O interesse pela área surgiu por volta de 2015, quando conheceu um pluviômetro manual utilizado pelos avós, Malice e Ilson Schmidt, para medir o volume de chuvas. A curiosidade inicial se transformou na rotina de observar e registrar.

Em 2018, a família passou a compartilhar os dados de medições com a Rádio Popular, por meio do radialista Arno Von Mühlen, mais conhecido como Famil, apresentador do programa “Bom Dia Popular”. Carlos começou a organizar as anotações de forma diária, e, ao fim de cada ano, as informações eram compiladas e publicadas no Jornal Folha Popular.

Com o apoio da mãe, o interesse pela meteorologia se intensificou. Em 2023, ele passou a aprofundar os estudos, participou de grupos especializados e dialogou com pessoas experientes na área. Pesquisou temas como atmosfera, formação de tempestades, tornados, granizo e condições favoráveis a chuvas intensas.

Na época, conheceu Gustavo Castro, que cursou o Técnico em Meteorologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ele serviu como inspiração para o menino. Na escola, recebeu incentivo do professor Gabriel para prestar vestibular e dedicou-se às disciplinas de matemática, física e química.

Hoje, Carlos possui em casa uma estação meteorológica e um pluviômetro manual, equipamentos que permitem monitorar variáveis atmosféricas e acompanhar a previsão do tempo ao longo da semana.

“Quero ampliar meus conhecimentos, aprofundar meu entendimento na análise sinótica, atuar de forma cada vez mais técnica e desenvolver pesquisas, transformando as ideias que já tenho em projetos concretos”, afirma.

A escolha pela UFSM se deu por esta ser uma das poucas que oferece o curso no Brasil. A partir de pesquisas, Eduardo percebeu que a Federal de Santa Maria “é a melhor universidade em questão de meteorologia, porque foca mais no que eu gosto, tempestades e eventos extremos”.

Para Carlos Eduardo, esta é a realização de um sonho. Seu objetivo é participar do Prevots, grupo de meteorologistas que busca melhorar a documentação, pesquisa e previsão de tempestades severas no Brasil.

Além da UFSM, o grupo trabalha em parceria com entidades renomadas como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Universidade de Oklahoma (EUA), o Banco de Dados de Riscos Meteorológicos da América do Sul e o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam).

“Em um futuro não muito distante, vai ser preciso pessoas que entendam e sejam meteorologistas de formação na nossa região”, ele afirma. Após a conclusão do curso, Carlos Eduardo pensa em atuar com temas como as enchentes no Vale do Taquari ou na Defesa Civil.

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