Reunião com equipes diretivas das escolas debate Base Nacional Comum Curricular em Estrela

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que deve trazer muitas mudanças na estrutura escolar do País, já é trabalhada pela Secretaria de Educação de Estrela

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Evento no Salão Nobre reuniu cerca de 40 diretores e coordenadores da rede pública municipal / Crédito da foto: Divulgação

O Salão Nobre da Prefeitura de Estrela sediou, na tarde desta quarta-feira (05/07), mais uma reunião entre a equipe da Secretaria Municipal de Educação (Smed) com as equipes diretivas das Escolas de Ensino Fundamental (Emefs) e de Educação Infantil (Emeis) de Estrela. O encontro trouxe uma discussão mais ampla sobre as 10 competências fundamentais e a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), uma das estratégias estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE) para melhorar a educação básica, que abrange a educação infantil, o ensino fundamental e o médio.

A BNCC tem como objetivo maior trazer uma equidade sobre o que será ensinado em todo o Brasil, independente de região, e que ocasionará muitas mudanças estruturais no contexto escolar. Cerca de 40 diretores e coordenadores da rede pública municipal participaram do encontro com a equipe da Smed. Juntos, estudam pontos de concordância e divergência na elaboração da BNCC, que está na versão da sua terceira e última fase, e que poderá vir a ser homologada até o fim do ano. Caso aprovada, deverá proporcionar muitas mudanças, dos livros didáticos às práticas em sala de aula, das infantis às das faculdades e universidades. “O que se propõem com a BNCC é que não exista a disparidade curricular que existe hoje, ainda mais de uma região para outra. O que se pretende é discutir o objetivo da aprendizagem. Não o que se vai ensinar, mas sim o que se vai desenvolver com aquilo”, explica o secretário Marcelo Mallmann.

De acordo com Mallmann, essas discussões coletivas e em grupos de estudo são necessárias. “O que estamos fazendo é ajudar na elaboração deste importante processo e nos antecipando às mudanças. Já estudamos a base desde o seu lançamento, às consultas públicas que marcaram as outras fases da BNCC, e agora começamos os trabalhos com as equipes diretivas para antecipar as adequações que serão necessárias”, relata. “Podemos não concordar com todas as sugestões, mas o debate se faz necessário. Por exemplo, se pretende instituir que a alfabetização ocorra até o segundo ano do Ensino Fundamental. Hoje é até o terceiro ano. Acho válido pois nossas crianças evoluíram muito. Outra proposta é que, a partir de 1,7 anos a criança já passe  a conviver com certos gráficos que mostrem, por exemplo, a diferença do que é maior para o que é menor, e isto aguce a curiosidade, o conhecimento e facilite futuros aprendizados. Acho um pouco precipitado, mas temos agora é que ver o que isso vai trazer de positivo.”

Entre outras mudanças, o conteúdo de história passa a ser dividido entre a cronologia dos fatos; a língua inglesa passa a ser obrigatória, o conceito de gênero não será trabalhado nos conteúdos. O documento pode ser consultado no site do MEC (www.basenacionalcomum.mec.gov.br), e ainda está sujeito a futuras edições se houver falhas. Agora, ele segue para análise final do Conselho Nacional de Educação (CNE).

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