Situação da cadeia produtiva do leite é exposta em reunião do Codae

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Membros do Conselho reuniram-se na tarde de quarta-feira/Crédito da foto: Paulo Ricardo Schneider/Divulgação

A situação da cadeia produtiva do leite foi o principal assunto da reunião do Conselho de Desenvolvimento Agropecuário (Codae) de Estrela, realizada na tarde desta quarta-feira (12.07). O secretário da Agricultura e presidente do Conselho, José Adão Braun, expôs aos presentes as dificuldades enfrentadas pelo setor e ações desencadeadas, em nível municipal e regional, para enfrentar a crise. Lembrou que o assunto foi abordado em assembleia da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), quando foi solicitado apoio dos prefeitos da região. “Falar do preço do leite é falar em prejuízo aos produtores, em desestímulo e insegurança”, frisou.
Um dos fatores que aumenta as dificuldades do setor é o grande volume de importações de leite em pó. Em 2016 foram, segundo ele, 50 mil toneladas do produto, vindas do Uruguai, que são diluídas e comercializadas no Estado. “Não podemos continuar assim”, afirmou. Braun citou ainda as dificuldades financeiras enfrentadas pelas prefeituras, que impede o atendimento a todas as demandas. “Nem sempre temos como atender a todos os pedidos como gostaríamos”, disse.
Por outro lado, o secretário destacou iniciativas que estão ocorrendo em Estrela a fim de estimular o setor leiteiro. Uma delas é o Programa de Produção Integrada de Sistemas Agropecuários em Microbacias Hidrográficas (PISA), realizado pelo Programa Juntos para Competir, numa parceria do Sebrae/RS, Senar e Farsul, e que tem a participação de dez produtores, que durante quatro anos receberão assistência destas instituições – sem custo – por meio de cursos, consultorias, palestras, Dia de Campo, missões técnicas, entre outras atividades. Outra é o Programa de Inclusão Social e Produtiva no Campo, que é uma iniciativa da Cooperativa Languiru, com apoio da Secretaria da Agricultura, Emater/RS-Ascar, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Sicredi. Este se destina àqueles que produzem até 300 litros de leite por mês e tem período previsto de três anos para sua execução.

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