Com redução de casos de Covid, HBB readequará estrutura e procedimentos

Medidas devem-se à diminuição de casos de hospitalização por coronavírus e possibilitam remanejamento de leitos

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HBB continua com dez leitos em utilização permanente por pelo menos três meses / Crédito: divulgação

A partir desta semana, o Hospital Bruno Born (HBB), de Lajeado, irá redirecionar parte dos leitos que estavam sendo utilizados na Ala Covid para a UTI Adulto. A medida irá possibilitar a retomada dos procedimentos eletivos que necessitem da unidade de terapia intensiva.
A decisão da direção da casa de saúde deixa em aberto a possibilidade de nova utilização dos leitos no tratamento por Coronavírus em caso de necessidade. “Não podemos deixar leitos ociosos enquanto pessoas esperam por cirurgias cardiológicas, neurológicas ou oncológicas”, avalia o Diretor Executivo Cristiano Dickel.

O espaço físico que até agora estava sendo utilizado pela UTI Covid, com oito leitos, ficará disponível para eventuais necessidades. A intenção do HBB é ter dinamismo na utilização dos espaços estruturados e montados, podendo sofrer alteração diariamente ou semanal conforme evolução dos números.

A partir do dia 28, o HBB terá:
Leitos Exclusivos UTI Covid: 10 leitos habilitados
Leitos de UTI Adulto: 15 leitos SUS + 5 convênios Leitos Clínicos

Para tomar esta decisão, o Hospital Bruno Born baseou-se na redução do quadro de hospitalização regional nas últimas semanas; no aumento de leitos disponíveis para atendimento de Covid 19 nas cidades de Estrela, Encantado, Taquari, Venâncio Aires, Santa Cruz e Cachoeira do Sul; na diminuição do número de atendimentos diários de pacientes com síndromes gripais na instituição e na rede básica de saúde; e na necessidade de retomada na realização de cirurgias eletivas, conforme as cotas habilitadas com o SUS, o que demanda a existência de leitos de UTI Adulto disponíveis.

“Observamos que nestas últimas semanas, houve um incremento de 27 leitos na capacidade de atendimento em UTI na Macrorregião. Também percebemos a decrescente taxa de ocupação destes leitos – que era em média de 82% até o dia 15 de maio, e que começou a cair, atingindo hoje um percentual de 50,9% na Macrorregião”, detalha Dickel. “O número de atendimentos de síndromes gripais, tanto no hospital como na rede básica de saúde e UPA, caiu dois terços neste período.”

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