Brigada Militar alerta para visitações de estudantes em residências de Teutônia

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A Brigada Militar de Teutônia realizou um alerta sobre visitações de estudantes nas casas da cidade. Desde a semana passada, há um grupo de jovens moças passando nas casas para conversar com as pessoas. “Dizem que são estudantes universitárias e que estão realizando um projeto de estudos. Ao final, o objetivo é realizar a venda de livros e revistas”, explica a capitão da BM, Carmine Brescovit.

Moradores do Bairro Boa Vista ligaram para a Brigada, apreensivos com a visitação. Por isso, a Brigada alerta que embora elas insistam para ingressar nas residências, “ninguém é obrigado a recebê-las, tampouco adquirir os produtos, se não for de interesse”. O esclarecimento de dúvidas ou queixas por importunação deve ser feito em contato com a Brigada Militar pelo telefone 190.

Conforme a capitão Carmine, todo vendedor ambulante precisa ter autorização da Prefeitura para realizar vendas no formato. Os policiais militares foram orientados, caso houver denúncia, a ir nos locais caso e encaminhar o caso para a Delegacia de Polícia, pois já foi relatada a insistência das jovens em entrar nas casas, que, inclusive, tiraram fotos da residência.

Uma das denunciantes é moradora do Bairro Boa Vista e prefere não se identificar. Segundo ela, três ou quatro mulheres chegaram, pediram para conversar e disseram que estavam fazendo um trabalho de experiência a campo de sua universidade, que é de São Paulo. A moradora estranhou a ação, uma vez que são tempos de pandemia e isolamento.

Segundo a moradora, as jovens realizam diversas perguntas, bastante pessoais. A proposta, segundo ela, é se tornar padrinho na universidade, pagando um preço para a assinatura de livros, o que ajudaria os universitários a se formarem. A moça que visitou a residência dessa moradora exitou em falar seu nome.

Ainda segundo a denunciante, as jovens ficaram cerca de três horas nas proximidades da casa, e a conversa em sua residência se estendeu por mais de meia hora. Conforme a capitão Carmine, “ainda não vejo como configurado o crime, mas no mínimo, elas estão importunando”, comenta.

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